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Varejistas da Venezuela estão recusando pagamentos em Petro

Aparentemente os comerciantes da Venezuela não estão tão animados com a Petro, com o mercado varejista recusando o aceitar pagamento com a criptomoeda. Para contornar a situação o governo voltou a utilizar “inspetores de controle de preço”, como uma forma de forçar as lojas a aceitarem a criptomoeda estatal.

De acordo com o portal venezuelano Tal Cual, os comerciantes do país estão tento problemas na hora de liquidar as criptomoedas Petro que receberam como pagamentos. A dificuldade surge do fato que a hiperinflação ainda é constante na economia da Venezuela.

Sendo assim, na hora de receber os bolívares no Banco ao liquidar a moeda digital, os comerciantes estão recebendo um valor completamente desvalorizado. Isso está acontecendo porque, segundo o site, os bancos liquidam as criptomoedas utilizando a cotação de quando a operação foi iniciada.

Como o bolívar perde cada dia mais o seu valor, os comerciantes estão sofrendo com uma desvalorização de seus fundos. Com isso em mente, os comerciantes que estão aceitando o Petro correm o risco de não conseguirem repor as mercadorias, já que não estão conseguindo acompanhar a inflação do país.

 

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O bolívar perdeu cerca de 99% do seu valor apenas em 2019. Com isso, os vendedores querem que os depósitos de Petro sejam liquidados de forma diferente, impedindo uma crise ainda maior, considerando que o Petro foi criado para tentar driblar a atual crise do país.

Os comerciantes varejistas estão começando a recusar o pagamento em Petro para não saírem no prejuízo no futuro. Enquanto isso, o país está reintroduzindo os inspetores de controle de preço, como parte do esforço para “incentivar” as lojas a aceitarem o Petro.

Segundo Marcos Álvarez, secretário geral da Associação de Trabalhadores Bancários de Carabobo, os bancos estão recusando a devolução do Biopayment (máquina que recebe os pagamentos em Petro).

“Muitos negociantes decidiram devolver o equipamento de biopayment para os bancos. Porém, a administração presidencial ordenou que os dois bancos estatais, Banco Venezuela e Bicentenario, recusassem a devolução dos dispositivos. Desde a instalação deles, os usuários e varejistas se dizem bem descontentes com o biopayment.”

Já de acordo com Cipriana Ramos, ex-presidente do Consecomercio, a situação é ainda mais complicada, por que alguns comerciantes não estão nem ao menos conseguindo liquidar as criptomoedas.

“As companhias que venderam um produto ou providenciaram serviços estão recebendo bolívares desvalorizados. No entanto, existem comerciantes que ainda não conseguiram receber.”

De acordo com Ramos mais de 7 mil lojistas estão tendo problemas com essa situação.

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