
Em 2018 o Fundo Monetário Internacional (FMI) lançou um relatório explicando os criptoativos. A organização afirmou que as moedas digitais são “uma nova forma potencial de dinheiro que oferece benefícios enquanto coloca riscos”.
“A tecnologia de contabilidade distribuída pode reduzir o custo de transferências internacionais, incluindo remessas e promover a inclusão financeira. Alguns serviços de pagamento agora fazem transferências para o exterior em questão de horas, não dias”.
O relatório apontou que os criptoativos, apesar do hype, não cumprem funções básicas de dinheiro. A sua alta volatilidade impede que sejam utilizados como reserva de valor. As moedas digitais falham, ainda segundo o relatório, como meio de troca, pois sua aceitação é limitada.
A preocupação com o anonimato também foi externada no relatório.
“O pseudo-anonimato de muitos criptoativos os torna vulneráveis ao uso em lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, se nenhum intermediário verificar a integridade das transações ou a identidade das pessoas que as fazem”.
Na ocasião o Fundo também comentou sobre os impactos positivos da tecnologia blockchain no setor financeiro. Agora ressurgiu com essa visão ao recomendar que Filipinas comece a coletar dados das transações de criptoativos para estimular a economia.
No mais recente relatório sobre missões de dados monetários e financeiros das Filipinas, o FMI demonstrou acreditar que o país tem um enorme potencial para os criptoativos e pode se tornar um espaço importante para esse mercado. O FMI revelou que o Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP) autorizou a operação de mais três exchanges.
“A missão incentiva o BSP a começar a explorar a possibilidade de coletar dados sobre essas exchanges para análise macroeconômica, em particular os fluxos financeiros internacionais usando os crypto-assets”.
O FMI também recomendou que os dados das transações brutas sejam coletados trimestralmente. Além disso, o foco apareceu na origem e no destino dos fundos. A organização acredita que devem ser rastreados. Para o FMI também é importante determinar se as partes envolvidas na transação são indivíduos, empresas de negócios financeiros ou não.
Filipinas não foi o único país que recebeu a atenção do FMI. A China que aparentemente está em uma corrida com o Facebook no lançamento de um criptoativo, não passou desapercebida pelo fundo. O FMI afirmou que China e o Facebook serão catalisadores de mudanças no mundo dos bancos. Isso levará os banqueiros de todo o mundo a reconhecerem os criptoativos.
O fundo afirmou que pode ajudar os bancos que desejam lançar suas moedas digitais de três maneiras. São elas: “informando o debate sobre políticas, convocando as partes relevantes para discutir opções de políticas e ajudando os países a desenvolver políticas”.
O FMI vê que os países diferem substancialmente na medida em que estão explorando os criptoativos, por isso cada um terá que ponderar os prós e contras do caso para uma moeda digital, dependendo de suas circunstâncias particulares.
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