Ethereum é uma péssima escolha para ser dinheiro

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O Ethereum é a altcoin com a melhor consolidação do mercado de criptoativos. Embora seu conceito seja diferente do Bitcoin, muitos ainda o comparam com o BTC.

Bob Summerwill, diretor executivo da ETC Cooperative, fez uma comparação dos dois ativos dizendo que o ETH não tem a característica da certeza que faz o BTC ser um ‘hard money’.

Summerwill argumentou que o sistema do Ethereum, para ser considerado dinheiro, precisaria ser à prova de adulteração, não poderia ser alterado após seu estabelecimento.

“[…] a forma como as coisas se tornam dinheiro duro, pelo menos é através da certeza […] Há um tabu maciço absoluto contra mudar qualquer coisa com a política monetária. Então, esse foi sempre o caso com o Bitcoin”.

Para Summerwill o suprimento fixo, a regra de recompensa e tamanho de bloco são fatores do Bitcoin que não pedem uma confirmação de sua certeza, ou seja, não há nada mais certo que isso.

Outro ponto que incomoda o diretor executivo é a mudança do Ethereum de proof of work para proof of stake. Summerwill apontou que qualquer mudança, seja para bloquear recompensas ou para qualquer outra coisa, altera a política monetária do ETH.

Summerwill finaliza dizendo que o Ethereum não pode de forma alguma ser dinheiro. O ETH seria uma péssima escolha de dinheiro.

Vitalik Buterin, co-fundador do Ethereum, apresentou uma opinião diferente no Ethereal Summit em outubro de 2019. Buterin disse que se a comunidade quisesse o ETH poderia absolutamente ser dinheiro.

O fundador da ConsenSys, Joseph Lubin, concordou com Buterin. Além disso, afirmou que o Ethereum pode ser uma forma de dinheiro melhor que o Bitcoin. Para Lubin o ETH tem a verdadeira utilidade intrínseca.

De qualquer maneira o Ethereum tem uma fraqueza de alteração do sistema e ela foi vista, por quem já acompanhava o mercado de criptoativos em 2016, através do famoso hacker da The DAO.

A organização autônoma foi construída utilizando o blockchain do Ethereum. Hackers conseguiram explorar uma vulnerabilidade do código do projeto. Com isso conseguiram desviar mais de 3.6 milhões de ether da The DAO.

O ether desviado foi alocado em uma conta em período de detenção de 28 dias pelos termos do contrato no blockchain do Ethereum. O atacante se manifestou um dia após o ataque. Através de uma carta aberta, ele afirmou que tudo o que havia feito era permitido pelo código.

O hacker ainda acrescentou que um soft fork ou um hard fork seria equivalente a apreender seu ether legítimo e reinvidicado legalmente através dos termos do contrato inteligente.

Essa situação dividiu a comunidade entre os que desejam qualquer fork e os que defendiam os fundamentos filosóficos de imutabilidade do blockchain. A defesa contra o fork era de que uma mudança no blockchain seria prejudicial ao Ethereum no longo prazo.

Todavia, a maior parte da comunidade argumentou que a mudança era necessária. O hard fork foi a opção escolhida pela maioria, concluída em 20 de julho e os fundos foram devolvidos aos investidores.

Entretanto, o hacker da The DAO mancha o Ethereum até hoje confirmando o que muitos da comunidade já tinham analisado na época.

“Para dizer, eis como as emissões e o fornecimento vão durar para sempre e nunca mudamos isso e está feito. É isso que torna as coisas muito difíceis. Qualquer coisa pode ser dinheiro, uma passagem de ônibus é dinheiro […] dinheiro é o que você quer que seja, mas para ser dinheiro de verdade, você precisa ter uma política monetária fixa e não mexer com isso”, disse Summerwill.

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