HomeCliente erra número de agência e perde transferência de €190.000

Cliente erra número de agência e perde transferência de €190.000

Você provavelmente já ouviu falar que as transações de Bitcoin são inseguras, pois pode ser fácil errar o endereço de alguém e enviar o valor para pessoas completamente diferentes, não é mesmo? Alguns até dizem que é por isso  que os bancos são melhores. Porém, um caso do Reino Unido deixou bem claro que não é bem assim que as coisas funcionam.

O dono da conta para onde o dinheiro foi se recusou a devolver a quantia e o banco lavou as mãos do assunto, culpando Teich pelo erro. As informações são do The Guardian (que auxilio Teich em seu caso.)

O que Peter Teich é um caso que revela lapsos chocantes no sistema bancário britânico. Esses lapsos também estão presentes no sistema bancário do mundo todo e, curiosamente, nem sempre é dada a devida atenção.

Poucas horas depois de um advogado ter enviado ao residente de Cambridge sua herança de 193.000 libras após a morte de seu pai de 100 anos, ficou claro que um erro terrível havia sido cometido.

Teich havia dado seu nome, endereço e número de conta do Barclays em Cambridge ao seu advogado – mas ele errou alguns dígitos no código da agência. O dinheiro foi direto para outro cliente do Barclays, também na área de Cambridge, que, alarmante, tinha uma conta com o mesmo número de Teich, embora com um código de classificação ligeiramente diferente. Pior, a pessoa se recusou a devolver o dinheiro.

O Barclays sabia onde estavam as 193.000 libras e, segundo Teich, sabia quando o recebedor desonestamente começou a sacar o dinheiro.

A transferência equivocada – denominada “fundos mal aplicados” na linguagem bancária – não poderia ter ocorrido se os bancos do Reino Unido combinassem dados da conta com o nome do titular da conta.

 

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Felizmente, no Brasil, (dependendo da situação) uma ocorrência assim não aconteceria, já que alguns bancos até impedem a transferência caso o CPF esteja errado. Porém, no Reino Unido eles não verificam os nomes. O nome de um destinatário poderia ser fornecido como Mickey Mouse e o banco ainda processaria o pagamento, usando apenas o código da agência e o número da conta.

O setor bancário prometeu que, a partir de meados de 2019, as verificações de nomes seriam realizadas quando os clientes enviassem dinheiro para outras pessoas, em grande parte para interromper a maré crescente de fraudes por transferência bancária. Mas o cronograma foi adiado e agora não entrará em vigor até o final de março do próximo ano.

Um fato estranho no caso de Teich é que o Barclays também parecia ter números de conta idênticos para dois clientes diferentes, ambos vivendo na mesma região.

O advogado imediatamente contatou o Barclays, que disse que o dinheiro seria restaurado dentro de uma semana, segundo Teich.

Mas no final de maio, Teich recebeu uma carta do Banco dizendo: “Devido a um erro de sua parte, os fundos foram aplicados a outro cliente…claramente você foi mal informado sobre os fundos que estão sendo restaurados em sua conta e em reconhecimento a isso, Creditei sua conta com um pequeno gesto simbólico de 25 libras.”

A situação precisou ser levada para a justiça e após acumular mais de 40 mil libras em dívidas legais, Teich conseguiu que o Banco devolvesse o dinheiro. Porém, a transferência só foi feita de verdade após o cliente ter procurado a mídia Britânica para expor o caso.

Portanto, sempre que alguém falar que o Bitcoin é inseguro porque “apenas um número errado” e você perde sua transferência, lembre-se desse caso.

Também vale usar esse caso para exemplificar o quanto os bancos não ligam para seus clientes.

Veja também: O que é o Rali de Natal do Bitcoin e será que teremos um esse ano?

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