“Criptomoedas são perfeitas, mas são frequentemente usadas com más intenções”, disse o presidente executivo do (BBVA), Francisco Gonzalez Rodriguez.

Em entrevista para CNBC, Francisco Gonzalex, presidente executivo do grupo bancário multinacional espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), elogia tecnologia blockchain, mas alerta para o risco das atividades ilícitas das criptomoedas.

O banco BBVA é o segundo maior da Espanha e um dos maiores do mundo. Além disso, ele é conhecido por seu objetivo de digitalização e implementação de tecnologias inovadoras.

Em abril, o BBVA tornou-se o primeiro banco global a emitir um empréstimo usando a tecnologia blockchain, durante todo o processo de um empréstimo de € 75 milhões. Poucos meses depois, em julho, o BBVA assinou um novo empréstimo baseado em blockchain de € 100 milhões (US $ 117 milhões) para a empresa ACS Group.

Para o BBVA, oferecer empréstimos utilizando a tecnologia blockchain permite que ambas as partes monitorem independentemente as etapas de um contrato, bem como as condições. Como resultado, os empréstimos baseados em blockchain aumentam a eficiência nos processos financeiros da empresa, permitindo uma melhor transparência e rastreabilidade do processo contratual.

Gonzalez afirmou que o mundo está passando por “uma incrível revolução digital”, que acabará por levar a todos nós à uma nova ordem mundial. No entanto, o executivo do BBVA também enfatizou que existem “efeitos em cascata” que devem ser compreendidos. Ele explicou ainda os riscos das tecnologias digitais:

“Criptomoedas são perfeitas, mas são usadas com más intenções hoje, então é preciso ser cuidadoso. As tecnologias blockchain e ledger distribuído (DLT) também são perfeitas, são ferramentas grandiosas. Mas as criptomoedas devem ser entendidas, especialmente onde as práticas ilícitas estão indo. “

A empresa não apenas está adotando ativamente a tecnologia blockchain, como também está aplicando tecnologias de contabilidade distribuída (DLT) no processamento e manuseamento de envios de documentos.  O CEO do BBVA, Carlos Torres, também afirmou que, apesar de seus desafios contemporâneos, “quando a tecnologia e os reguladores estiverem prontos, o BBVA quer ter as ferramentas necessárias para aplicar a tecnologia em casos de uso relevantes”.