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ONG de Israel ameaça processar Coinbase por causa do Hamas

fevereiro 13, 2019 By Soraia Barbosa

Recentemente falamos aqui no Guia do Bitcoin sobre um pedido de doação de bitcoins por parte do grupo terrorista Hamas. O pedido foi atendido por apoiadores do grupo e a organização militar acabou levantando fundos para financiar suas atividades. A transação para as carteiras dos terroristas foi feita através da Coinbase.

Agora, a Coinbase foi ameaçada com um processo por uma ONG de direitos civis chamada Shurat HaDin, caso ela continue permitindo que o Hamas consiga arrecadar dinheiro. A notícia é do The Jerusalem Post.

Shurat HaDin agora quer que a Coinbase pare de oferecer serviços para o grupo fundamentalista Palestino. A Coinbase é sediada nos Estados Unidos e o governo do país trata o Hamas como uma “Organização Terrorista Estrangeira”. O aviso para a Coinbase foi feito através de uma carta oficial.

“Fomos recentemente informados que o notório grupo terrorista palestino Hamas atualmente tem uma conta com a Coinbase Inc e usa essa conta para aceitar doações. Portanto, estamos escrevendo para notificar a Coinbase que providenciar deliberadamente meios de suporte ou recursos para o Hamas é uma violação da lei federal dos EUA e para exigir que a Coinbase feche imediatamente todas as contas e serviços oferecidos ao Hamas”.

A ação não é apenas contra a lei dos EUA, mas também viola os próprios termos de serviço da Coinbase. Segundo as normas da empresa, nenhum cliente que usa a plataforma pode utilizar os serviços para cometer atos de violência.

Porém, é importante olhar para um cenário mais amplo da situação. Enquanto a ONG está certa em tentar diminuir a ameaça do terrorismo, ela parece estar focando apenas no criptomercado. Segundo informações do CCN o grupo terrorista conseguiu arrecadar apenas $2.5000 em Bitcoins. A grande maioria do financiamento do Hamas é feito com moedas fiduciárias, muitas vezes em transferências pelo sistema bancário tradicional.

Portanto, apesar de parecer tentador, o Bitcoin ainda não pode ser considerado uma ferramenta de incentivo ao terrorismo, até porque a moeda não é privada e pode ser facilmente rastreada.

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