Países do G20 querem uma adoção maior da regulamentação de criptomoedas

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O grupo econômico dos 20 países mais ricos, o G-20, anda demonstrando bastante interesse nas criptomoedas, claro, buscando maneiras de regulamentar e fiscalizar o setor. Durante a última reunião de ministros econômicos e banqueiros do G20, ficou claro que o grupo está querendo incentivar a adoção dos padrões do GAFI (Grupo de Ação Financeira Internacional) que obrigam exchanges de criptomoedas a fornecer informações sobre todos seus clientes.

Como notado pelo site CoinDesk, o G20 realizou um congresso na cidade de Riad, capital da Arábia Saudita, no último fim de semana. Durante a reunião, representantes financeiros dos países do G20 pressionou os países que ainda não adotaram os padrões de compliance e KYC de criptomoedas que foi estabelecido pelo GAFI.

“Nós pedimos para que os países implementem os recém adotados padrões do Grupo de Ação Financeira Internacional para ativos digitais e provedores relacionados.”, disse um comunicado publicado depois do congresso.

Recentemente o GAFI criou a regra controversa chamada de “regra de transferência”, que exige que provedores de serviços de ativos digitais (VASPs, na sigla original), incluindo carteiras de criptomoedas e exchange, compartilhem informações dos clientes todas as vezes que valores forem transferidos.

 

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As recomendações do GAFI foram feitas, como sempre falam, para prevenir ataques terroristas e lavagem de dinheiro utilizando criptomoedas. A ideia é evitar que as moedas sejam usadas por nações ou entidades com limitações impostas pela lei ou sanções.

Não é de agora que o G20 vem demonstrando o interesse nesses padrões. Desde o ano passado o grupo vem afirmando que essas regras devem ser adotadas pelos países que fazem parte do grupo.

As recomendações do GAFI são não-obrigatórias, isso quer dizer que as autoridades possuem espaço para diferentes interpretações e até mesmo para modificar as regras de acordo com os padrões locais. Mas os países que divergirem muito das recomendações ou não as aceitar, sofrem o risco de serem colocada em uma lista negra, potencialmente perdendo investimentos importantes e possibilidades de negociações globais.

Muitos dos 36 membros do GAFI, que inclui as economias do G20, já adotaram a regra de transferência. As regras possuem como principal objetivo manter o controle das transferências realizadas por criptomoedas, isso porque, a privacidade em suas transações é parte da soberania financeira pessoal e consequentemente tira o poder que está centralizado nos órgãos regulamentadores.

Durante o encontro, o grupo também afirmou que os bancos centrais precisam fazer mais pesquisas no desenvolvimento de stablecoins centrais para facilitar a transferência de valores no futuro.

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