Ex-Telexfree volta ao mercado com nova moeda virtual

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As moedas virtuais são relativamente comuns em diferentes setores. Jogos, sites e alguns programas de fidelidade apostam nas moedas virtuais para oferecer serviços para seus clientes. Curiosamente, dessa vez quem está trazendo uma nova moeda dessas para o Brasil é Carlos Costa, um ex-sócio da Telexfree, empresa acusada de pirâmide financeira e que deu um prejuízo bilionário no Brasil e EUA.

O novo empreendimento do ex-Telexfree é chamado de Pipz e foi divulgado através do Facebook do próprio empresário, por meio de um vídeo publicado no final de janeiro. No comunicado ele promete uma nova forma de ganhar uma bela renda extra através de um programa de fidelidade.

Esse programa funciona através da compra de produtos em uma rede conveniada. Sempre que um cliente gasta um real em compras, ele ganha uma moeda virtual que no futuro poderá ser trocada por outros serviços e produtos.

Como informado pela UOL, a empresa apresentou um laudo pericial da Justiça sobre a plataforma e declarou não ter ligações com a Telexfree, apesar das redes sociais da pirâmide terem divulgado o lançamento da Pipz.

Fundada há dois anos, a empresa diz ser uma mistura de clube de compras, clube de descontos e marketing multinível. A empresa oferece uma plataforma de programas de pontos que podem levar a descontos em produtos e serviços e trazer retorno em dinheiro.

 

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Como a empresa funciona na prática é algo mais complexo e até difícil de entender. Mas pelo que foi explicado, a empresa terá dois tipos de “clientes”. Um gratuito, que apenas consome dentro da rede e acumula pontos e outro tipo de cliente que tem uma assinatura e precisa pagar uma mensalidade.

Os clientes gratuitos só podem consumir e ganhar a moeda virtual como forma de “cashback”. Já para os assinantes, há ainda o sistema de indicação de novos associados, característico de empresas de marketing multinível. A venda direta de uma assinatura com kit de pulseiras para um novo membro, por exemplo, oferece ganho de 4.000 pontos.

Segundo o site Livecoins as parcerias entre a Pipz e as lojas que oferecerão os descontos para os clientes não é algo tão certo.

De acordo com o site, três estabelecimentos que aparecem como parceiros do site foram contatados pela reportagem. Uma empresa de consultoria informou que se desligou da parceria, já uma loja de flores chegou a fazer o cadastro na Pipz, mas não teria dado continuidade e, por fim, uma loja de decoração afirmou que continua sendo parceira, mas que em anos nenhum cliente procurou os descontos.

Os três empresários procurados preferiram não ser identificados. Enquanto esse modelo de descontos com moedas virtuais é algo comum em diferentes países, é sempre bom tomar cuidado com o histórico de qualquer empresário.

A ligação de Carlos Costa com a Telexfree deve ser considerada um fator de cautela para aqueles que decidirem apostar na Pipz.

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