HomeEuro Digital pode ser um concorrente para o Monero?

Euro Digital pode ser um concorrente para o Monero?

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), em muitas declarações se mostrou a favor dos criptoativos. Em setembro deste ano (2019), por exemplo, Lagarde defendeu uma regulamentação branda em cima das moedas digitais. Com a visão totalmente aberta para o mercado de blockchain mostrada por Lagarde, não é surpresa ver o BCE com um interesse ainda mais forte de implementar uma moeda digital com suporte central (CBDC).

Lagarde concedeu uma entrevista coletiva em Frankfurt, na Alemanha, onde apresentou seus planos para o desenvolvimento de um euro digital. A presidente do BCE enfatizou que há uma grande demanda por criptoativos estáveis e afirmou que o objetivo do euro digital é estar “à frente dos tempos” das Stablecoins.

Mostrando que o BCE realmente levará adiante o projeto do Euro Digital o banco emitiu o relatório intitulado “Explorando o anonimato nas moedas digitais do banco central”. No documento é possível analisar que o BCE busca trazer um certo nível de privacidade e, ao mesmo tempo, estar dentro dos regulamentos. Assim protege os usuários em transações menores e evita a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo para transações de grande valor.

A instituição financeira estabeleceu uma Prova de Conceito (PoC) em conjunto com o Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC). O SEBC empregou a plataforma Corda para criar o PoC estabelecido para o anonimato em moedas digitais.

A tecnologia de contabilidade distribuída (DLT) será a utilizada pelo SEBC e contará com a participação de quatro partes: remetente e destinatário da transação, um representante do banco central e uma das Autoridades de Combate à Lavagem de Dinheiro (AML). Embora o relatório afirme que as entidades governamentais não podem ver a identidade do usuário, as transações serão parcialmente anônimas.

Um nó de rede dedicado chamado CorDapp (aplicativo distribuído executado na plataforma Corda) será utilizado para concluir as transações. O relatório garante que o sistema utiliza “comprovantes de anonimato” para garantir a privacidade.

Segundo a instituição financeira, as limitações na privacidade podem ser aprimoradas por mecanismos como chaves rotativas públicas, prova de zero conhecimento e computação em enclave. Já a escalabilidade do sistema e sua interoperabilidade, dois fatos de extrema importância, precisam passar pelos testes do BCE.

Outro problema que deve ser resolvido pelo BCE, é a capacidade do usuário acessar ou gastar saldos do CBDC quando o intermediário não estiver disponível.

Com o Facebook cada vez mais empenhado em lançar o Libra e a China já em fase de testes de seu Yuan Digital, a preocupação de Lagarde em desenvolver rapidamente uma stablecoin do BCE é compreensível. Ninguém deseja ficar para trás na inovação e o Banco Central Europeu mostra que deseja tomar a vanguarda. Resta saber como as soluções da instituição financeira serão implementadas.

 

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