Criptomoeda do facebook precisa ser reformulada

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mark zuckerberg com cara de triste

Os bilhões de usuários do Facebook trazem um medo alto para os governos de todo o mundo. Muitos reguladores e políticos acreditam que o criptoativo do gigante social trará um risco para a política monetária, soberania estatal, mudança no cenário financeiro global, risco de lavagem de dinheiro e outras ações criminosas.

A grande pressão dos reguladores fez com que grandes empresas envolvidas com o Libra se retirassem do projeto. Paypal, Visa e Mastercard são alguns dos serviços de pagamentos que abandonaram a criptomoeda do Facebook. 

A Suíça, que sempre foi um país muito aberto para a tecnologia blockchain e para os criptoativos, tem levantado mais um contratempo para o projeto de Mark Zuckerberg. O presidente e ministro das Finanças do país europeu, Ueli Maurer, disse, segundo a rede suíça SRF que o Libra precisa ser reformulado antes de ser lançado, pois da forma atual é um verdadeiro fracasso. 

“Não acho que Libra tenha uma chance em sua forma atual, porque os bancos centrais não aceitarão a cesta de moedas que o sustentam. O projeto, nesta forma, falhou”.

Em setembro deste ano (2019) a Suíça já havia se pronunciado a respeito do Libra através da FINMA (Autoridade Federal de Vigilância do Mercado Financeiro). A companhia afirmou que os serviços do projeto do Facebook precisariam de uma supervisão extra. 

Além disso, a agência acrescentou que o Libra estaria sob a regulamentação da infra-estrutura do mercado financeiro. Isso “exigiria uma licença de sistema de pagamento da FINMA”.

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No último mês de 2019, o Libra teve mudanças discretas em seu White Paper. A principal mudança foi a remoção dos dividendos a pagar àqueles investidores iniciais. Agora, o White Paper diz:

“Os juros sobre os ativos de reserva serão usados para cobrir os custos do sistema, assegurar taxas de transação baixas, e apoiar o crescimento e a adoção”.

Apesar da forte posição contrária dos reguladores globais, a Associação Libra continua com planos para lançar sua stablecoin em 2020. A Associação registrou mais de 30 projetos e 51.000 transações na rede Libra de setembro a novembro deste ano.

As participações na rede foram feitas por 10 carteiras, 11 exploradores de blockchain, um ambiente de desenvolvimento integrado, uma interface de programação de aplicativos. A rede também contou com a participação de 11 clientes.

O lançamento do stablecoin do Facebook não levanta questionamentos apenas de reguladores. O mercado de criptoativos, em sua maioria, também enxerga problemas no Libra. Além das dificuldades de privacidade que envolvem o principal nome do projeto, há a preocupação com a centralização. A Associação Libra terá um grande poder sobre o fornecimento de sua criptomoeda. Isso de modo algum se difere de um banco central.

 

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