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Serviço de mineração Coinhive vai encerrar as suas atividades em março

fevereiro 27, 2019 By Soraia Barbosa

Em um anúncio feito no blog oficial da mineradora, o time por trás da Coinhive revelou que o projeto será encerrado em breve. O motivo para o encerramento seria o fato do projeto ter se tornado economicamente inviável.

O serviço de mineração irá encerrar as suas operações no dia 8 de março de 2019, porém as dashboards dos usuários ficarão acessíveis até o dia 30 de abril. Entre os motivos por trás do fechamento, os desenvolvedores apontam a queda de mais de 50 por cento na taxa de hash após o último fork do Monero (XMR).

O serviço também foi atingido pela queda do criptomercado, com o valor do XMR caindo mais de 85% dentro de um ano. “Isto e a hardfork anunciada junto com o update no algoritmo da rede Monero no dia 9 de março nos levou à conclusão de que precisamos descontinuar o Coinhive,” afirma o post.

O Coinhive é um serviço de mineração de moeda digital baseado em JavaScript que se baseia em um código instalado em sites. Uma vez instalado, o serviço passa a usar o poder computacional de um navegador que carrega o site em questão. Apesar do Coinhive não ser um código inerentemente malicioso, ele se tornou muito popular entre hackers que faziam cryptojacking.

No início deste mês, a Microsoft removeu oito aplicativos da loja oficial do Windows 10 depois que a empresa de cybersegurança Symantec detectou a presença de códigos de mineração XMR escondidos. A análise da empresa identificou os malwares de mineração presentes nos aplicativos como o código de mineração de XMR da Coinhive.

Em janeiro, a empresa de cybersegurança israelense Check Point lançou o Índice Global de Ameaças de dezembro de 2018, afirmando que os três tipos de malware mais procurados eram todos ligados a cryptojacking com Coinhive, que ficou em primeiro lugar pelo 13º mês consecutivo.

Já um relatório recente da empresa de pesquisa de segurança cibernética Kaspersky Labs revelou que o cryptojacking se tornou a maior ameaça de segurança, ultrapassando o ransomware. Não apenas usuários de PC, mas também de smartphone foram afetados por softwares de mineração não autorizados. Entre 2016 e 2018, esse tipo de ataque teve um crescimento de 9.5%.