HomeCo-criador do Waze: “Bitcoin é a moeda do crime”

Co-criador do Waze: “Bitcoin é a moeda do crime”

fevereiro 20, 2019 By Matheus Henrique

Durante os dias 12 a 17 de fevereiro aconteceu a Campus Party 12, no Expo Center Norte, em São Paulo. A Campus Party é o evento de tecnologia mais importante do Brasil e um dos maiores do mundo.  Não é à toa que muitos grandes nomes da tecnologia estavam por lá. Um desses grandes nomes era Uri Levine, o cocriador do aplicativo Waze. Em entrevista exclusiva para o site Criptomoedas Fácil, Uri disse que o “Bitcoin é a moeda do crime”.

Antes de realizar a sua palestra, no dia 15 de fevereiro, Uri Levini conversou com o portal de notícias. Durante a entrevista ele deixou bem claro que tem uma posição nada favorável ao Bitcoin ou até mesmo à blockchain.

Segundo o engenheiro de software, o Bitcoin não possui nenhum valor porque ele não está tentando resolver um problema real. Levine acredita que o Bitcoin só tem a função de permitir pagamentos e que isso pode ser usado para cometer crimes.

“Eu penso o seguinte, quando nós começamos o Waze, primeiro começamos com os problemas e, desta forma, o engarrafamento das cidades era o problema que tentamos resolver. Agora quando você olha para criptomoedas e para o bitcoin eu te pergunto: qual é exatamente o problema que está tentando resolver? Sendo sincero, eu não sei. Ninguém sabe”

Durante o cripto inverno, muito tem sido discutido sobre a relevância dos ativos digitais. O foco saiu do preço especulativo dos ativos digitais e foi para o poder da tecnologia que move o mercado, a blockchain. E mesmo com a blockchain demonstrando casos de uso além das criptoativos, Uri Levine ainda acha que a tecnologia por si só não “significa nada”.

“Se não está tentando solucionar nenhum problema, você não está criando valor algum. Eu não vejo futuro para nada que não crie valor. No caso da blockchain, a tecnologia por si só não significa absolutamente nada. A questão é: o que você faz com isso? O único uso dela hoje é sustentar o bitcoin que é a moeda do crime. Sendo assim, eu, particularmente, não quero dar suporte a isso”.

As declarações de Levine até tem algum fundamento, considerando que o Bitcoin pode sim ser usado para atividades criminosas. Porém, pelo ponto de vista de grande parte do mercado, a moeda já provou que está muito além disso. Enquanto a cripto continua sendo um ativo especulativo, ela aos poucos está encontrando mais casos de uso. Sem contar que a tecnologia de blockchain está cada vez mais importante para soluções de IoT, transferências e armazenamento de dados e muito mais.

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