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China inicia a fase 2 da implantação do yuan digital

bandeiras da china

A China está iniciando o que pode ser a segunda fase do lançamento do yuan digital. Com os controles de capital sendo ‘implantados’ em três províncias principais do país, o segundo passo para a digitalização e a eventual introdução do yuan digital é a emissão de uma versão digitalizada dos cartões de identidade nacionais.

Em julho de 2019, o Banco Popular da China revelou que há mais de uma ano estava trabalhando em uma moeda digital estatal cujo valor estivesse apoiado no yuan chinês. Após o anúncio, os jornais de notícias passaram a relatar que a China estaria construindo uma infraestrutura para o funcionamento da moeda digital, que segundo os analistas pode ser lançada mundialmente em até um ano.

A fase 1 de acordo com Dovey Wan, fundador da Primitive Capital, foi o lançamento de um processo de troca de dinheiro por criptomoeda. Embora este seja um programa “piloto” e que está limitado a três províncias do país por um período de dois anos, já é um indicativo do que está por vir, tendo em vista que a China tem deixado clara suas pretensões, após o recente apoio e interesse na tecnologia blockchain.

O primeiro dos tweets de Wan afirmou que o PBoC implementará “controles de capital” mais rigorosos, que em breve levarão à “eliminação do dinheiro”.

Um precursor importante de uma moeda digital, como acontece com todos os principais países que estão enfrentando a onda da digitalização, é a necessidade de identidade digital, e a China já iniciou esse processo, chegando a fase 2 da implantação do yuan digital.

Matthew Graham, CEO da Global Capital, promoveu um debate sobre o assunto depois de compartilhar uma reportagem sobre o mesmo no Twitter. Veja abaixo:

Apesar do tweet acima não ter revelado muita coisa, provocou respostas de empresários do setor de criptomoedas que antes moravam fora da China e que agora têm uma imagem melhor de seu funcionamento interno. O CEO da Binance, Changpeng Zhao, respondeu ao tweet de Graham, denominando essa implementação de “um passo gigante em direção à identidade digital”.

Muita gente tem criticado a iniciativa do país asiático, alegando que o projeto tem “muita centralização”, que a implementação na China de uma versão digital de seus cartões de identificação, juntamente com controles de capital, abre o caminho para um yuan digital e revela um sistema super centralizado que pode se tornar opressor.

Em agosto, a Forbes, citando o ex-chefe global de estratégia financeira do China Construction Bank, Paul Schulte, relatou que nos “próximos meses” a moeda digital lançada pelo PBoC será distribuída para sete instituições. Entre essas sete instituições estavam grandes bancos e duas importantes empresas financeiras e tecnológicas chinesas – Alibaba e Tencent.

O movimento da China na economia digital não é surpresa e o lançamento de uma moeda soberana digital também não é surpresa. A primeira fase desta implementação foi impor limitações de capital em três províncias e, presumivelmente, espalhá-lo por outras províncias. A digitalização da identidade está nos planos chineses desde que o país afirmou sua intenção de ser uma potência econômica e este é o momento perfeito para implementá-la. Dito isto, neste momento, ainda restam muitas perguntas a serem respondidas.

Nas palavras de Matthew Graham,

“É difícil subestimar o valor das sinergias criadas pela digitalização da economia; dinheiro, ID, serviços públicos etc., bem como as preocupações com a privacidade que possam surgir. Será interessante ver como isso se desenvolverá e que aspecto da vida digitalizada na China o mundo vai ver.”

Clique aqui para ler: Banco da Rússia diz que apoiará proibição de criptomoedas

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