Coinbase refuta relatório da Procuradoria-Geral de Nova Iorque sobre manipulação nas exchanges

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Um relatório recentemente publicado pelo Gabinete da Procuradoria-Geral de , o qual alertou diversas exchanges de criptomoedas por serem vulneráveis a manipulações de mercado e outras fraudes, tem despertado uma reação forte dos players desse mercado.

Num post de blog publicado na última quinta-feira, o Chefe de Políticas da Coinbase, Mike Lempres, escreveu que as afirmações dos Procuradores levaram a mídia a interpretá-los (as exchanges) equivocadamente.

A Procuradoria escreveu em seu relatório: “A Coinbase publicou que quase 20 por cento do volume executado na sua plataforma foi atribuído às suas próprias operações.”

Em resposta, Lempres esclareceu que a Coinbase não “negocia em benefício de si mesma numa plataforma proprietária”.

E continuou:

“Quando a Coinbase executa suas ordens de negociação, ela faz em nome de seus consumidores, não de si mesma.”

Lempres ainda explicou que os 20 por cento mencionados representam um volume executado na Coinbase Consumer, um serviço que executa as ordens dos clientes com sua própria , ao contrário do que estava indicado como “autonegociação” no relatório das autoridades.

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Jesse Powell, o fundador da exchange americana Kraken, a qual foi mencionada no relatório por possíveis violações à leis estaduais, reagiu energicamente e ironicamente pelo Twitter, descrevendo o ambiente em Nova Iorque em geral como “abusivo”.

“Nova Iorque é abusiva, parece aquela “ex” que você terminou há 3 anos mas que continua te perseguindo, jogando água nos seus novos relacionamentos, e sendo incapaz de aceitar que você felizmente mudou e que está melhor sem ela. #supere ele escreveu.

Ressoando esse eco, o empreendedor Erik Voorhees também tweetou:

“e esse tipo de gente nunca percebeu que esse comportamento é o que leva à falência….Nova Iorque vai perder sua posição de liderança financeira mundial se não mudar sua postura logo. Continuem com o bom trabalho.”

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Tanto Powell quando Vorhees foram bastante enfáticos em criticar o alto nível regulatório nova-iorquino para sufocar o crescimento dos criptomercados no centro financeiro global.

Vorhees disse em maio no evento CoinDesk’s Consensus ocorrido em Nova Iorque:

“Estamos a duas milhas da Estátua da Liberdade e você não pode vender CryptoKitties (um joguinho de troca de gatinhos virtuais por blockchain) sem ter autorização. É o cúmulo do absurdo do que acontece aqui.”

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