A briga da Venezuela com o Bitcoin: o que acontecerá com a moeda digital no país?

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Imagem: Reprodução

Nas últimas duas semanas, a polícia do país da América Latina prendeu oito mineradores de Bitcoin em três cidades diferentes. Enquanto alguns deles eram acusados ​​de cibercrime e de roubarem energia, outros simplesmente vendiam hardwares ASIC. Além disso, a principal exchange do país – Surbitcoin – teve de suspender as operações, quando o banco da empresa fechou sua conta.

Enquanto a economia do país está em um estado caótico e a moeda nacional – o bolívar – está em queda livre e hiperinflacionária há algum tempo, o regime socialista no país latino-americano subsidia a eletricidade até o ponto em que é quase livre. Relatado em um famoso artigo publicado na reason.com em novembro passado, isso fez com que a mineração de Bitcoin ficasse popular entre alguns venezuelanos. Mesmo em hardware mais antigos.

Não há nenhuma lei oficial contra a mineração de Bitcoin na Venezuela, e usar a moeda digital também é legal: A agência de viagens Destinia decidiu abandonar o bolívar e aceitar exclusivamente o bitcoin. Independentemente disso, como o país tem sido afetada pela escassez de eletricidade e apagões regulares, parece que utilização da energia barata para a mineração de Bitcoin não caiu bem para as autoridades locais.

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Nas últimas semanas, a Polícia Nacional Bolivariana (PNB) invadiu um armazém em Valência, a terceira maior cidade da Venezuela. Conforme relatado pelo reason.com , o edifício acolheu 11.000 mineradoras ASIC, que supostamente consumiram energia suficiente para toda uma aldeia. A dupla presa foi acusada de roubar eletricidade, mas também de cibercrime, financiando o terrorismo e a fraude cambial.

Em outro caso na mesma semana, quatro pessoas que operavam mais de 300 máquinas ASIC foram presas por agentes do “Cuerpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC)”, na cidade relativamente pequena de Charallave. Estes quatro suspeitos também foram acusados de furto de energia e fraude na internet, segundo o site CriptoNoticias. De acordo com o diretor do CICPC, os mineradores tinham afetado “o consumo e a estabilidade” do serviço de energia elétrica em Charallave, relatou o reason.com.

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E, talvez o caso mais notável, seja o da prisão de dois homens em Caracas. Ao contrário dos outros suspeitos, esses homens não estavam minerando Bitcoin. Em vez disso, eles tentaram vender equipamentos de mineração por meio do “MercadoLibre“, um mercado livre online. Atualmente não está claro o por que esses homens foram presos exatamente.

Exchange Surbitcoin suspende operações

Ainda por cima, a maior bolsa bitcoin da Venezuela, a Surbitcoin, teve de suspender as operações também. De acordo com a Surbitcoin, a exchange recebeu um aviso no dia 02 de fevereiro de seu banco Banesco, que sua conta bancária seria fechada no dia seguinte. A exchange diz que está estabelecendo uma nova estrutura comercial para evitar situações como esta no futuro, e, recomenda aos clientes utilizar o LocalBitcoins por enquanto. Talvez sem surpresa, o volume de negociação no LocalBitcoins quebrou recordes na semana passada, com 1,12 mil milhões de bolívares ‘(aproximadamente US$ 337.000) no valor de bitcoin.

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Embora pareça que as autoridades venezuelanas aumentaram a pressão somente nestas últimas duas semanas, não é a primeira vez que os mineradores de Bitcoin foram presos no país. Cerca de um ano atrás, um minerador de Bitcoin foi detido e preso por três meses sob a acusação de furto de energia. Não é de surpreender que a maioria dos mineradores venezuelanos, mantenha suas operações mesmo que pequenas, escondidas das autoridades.

Fonte: bitcoinmagazine.com
Adaptação/Tradução: Guia do Bitcoin

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