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Tether envia 300 milhões de USDT à Binance

O emissor de stablecoin, Tether, enviou uma grande remessa de tokens para a exchange Binance. A transação de 300 milhões de USDT, capturada pelo perfil no Twitter @whale_alert, segundo a empresa, foi realizada porque eles estão fazendo outra troca de cadeia do protocolo Omni para o ERC20.

“Dentro de algumas horas, o Tether vai se coordenar com um terceiro para realizar uma troca em cadeia (conversão do protocolo Omni para ERC20) por U$300 milhões. A oferta total do Tether não será alterada durante esse processo”.

A mudança fará com que os tokens USDT baseados em Omni passem a ser baseados em ERC20.

A troca pode ter ocorrido porque a Binance, uma das exchanges com maior volume de USDT, mudou os endereços baseados em Omni para ERC20.

Outros motivos podem ser encontrados nos relatos das exchanges Poloniex e Huobi.

Segundo a Poloniex o USDT baseado em ERC-20, traz mais flexibilidade, rapidez e é mais barato que o Omni.

Huobi alegou que o USDT baseado em Ethereum traz uma vantagem para os traders institucionais por ter depósitos e retiradas mais suaves.

Mais uma vantagem a ser notada é que o token baseado em ERC-20, permite a interoperabilidade nos protocolos baseados em Ethereum e aplicativos descentralizados.

Antes mesmo da mudança, o número de transações de USDT na rede Ethereum já havia atingido recordes. Elas chegaram a utilizar 25% de toda a rede da criptomoeda. Como o Tether é um token, ele requer uma grande quantidade de gás. Atualmente cerca de 40% dos tokens USDT estão circulando na rede Ethereum. Esses fatos impedem um encaixe maior de transações na rede. E com essa mudança os números podem aumentar e o blockchain do Ethereum enfrentar novos desafios.

O Ethereum já atingiu 93% de sua capacidade. Isso sugere que há pouco espaço para outros projetos usarem seu blockchain.

Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum Foundation, em um e-mail para a Bloomberg, falou sobre o crescente uso do Ethereum e sobre o aumento de custo das transações.

“A blockchain Ethereum está ‘quase cheia há anos’. Acho que ainda é bom desenvolver aplicativos, mas qualquer coisa substancial deve ser desenvolvida com as técnicas de escalabilidade em mente, para que possa sobreviver a taxas de transação mais altas que viriam com uma demanda crescente por Ethereum. A longo prazo, o sharding do Ethereum 2.0 certamente corrigirá esses problemas”.

Enquanto a nova versão do Ethereum não é lançada, os problemas de escalabilidade e altas taxas podem impedir que projetos de aplicativos descentralizados em potencial utilizem a rede, o que favorece os concorrentes da criptomoeda.

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