SEC rejeita mais uma solicitação de ETF de Bitcoin

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Embora muitos tenham acreditado que 2019 seria o ano em que a SEC aprovaria um ETF de Bitcoin, não foi bem isso que o ano passado mostrou. Semelhantemente, 2020 parece caminhar no mesmo sentido, pois a SEC acabou de rejeitar mais uma proposta de ETF do criptoativo. Como resultado, ainda veremos um caminho longo e tedioso para a aprovação do ETF de Bitcoin.

O último pedido a ser negado foi da Wilshire Phoenix. De acordo com o site do regulador, o pedido era para listar um fundo que misturaria Bitcoin e títulos do Tesouro de curto prazo. Conforme observado na rejeição da SEC, vemos que ela ainda mantém o discurso de que há manipulação no mercado de BTC.

“A Comissão conclui que a NYSE Arca não estabeleceu que o mercado relevante de Bitcoin possua uma resistência à manipulação que é única além do mercado tradicional de segurança ou commodities, de modo que seja inerentemente resistente à manipulação”, disse o regulador. 

De acordo com a comissária Hester Pierce, a SEC não está disposta a aprovar nenhum produto que forneça contato com o Bitcoin. Sendo assim, nenhuma proposta atenderá os padrões que a Comissão insiste em aplicar nos produtos relacionados ao BTC.

Só para exemplificar, a SEC também apontou ao longo dos anos a volatilidade do Bitcoin como um impedimento para a aprovação do ETF. A proposta da Wilshire era diminuir a volatilidade do criptoativo fazendo uma mistura de BTC com o tesouro, pois em um caso de alta flutuação do preço do ativo digital, o fundo iria fazer um investimento maior em títulos. Dessa maneira, iria conseguir reverter a posição enquanto o preço se estabilizava novamente. Esse ponto deveria vir como positivo para a aprovação do ETF.

Em contraste com o pensamento de Pierce, está a visão do especialista global de produtos de ETF, Frank Koudelka. Apesar de achar que um ETF de Bitcoin é algo que faz sentido, o analista entende a preocupação da SEC com a manipulação de mercado.

Embora essa decisão possa parecer ruim para os investidores, analistas acreditam que um ETF de Bitcoin poderia tirar a ética do criptoativo. Isso aconteceria, pois, o BTC perderia sua essência, a descentralização. Com um ETF em andamento os investidores não teriam acesso diretamente ao criptoativo, pois suas ações estariam de posse de um custodiante.

Em conformidade com as palavras de Michael Venuto, co-fundador da Toroso Investments, parte da missão original dos criptoativos é livrar-se de terceiros confiáveis. Essa é a razão para a necessidade de uma rede descentralizada. Assim sendo, não há lógica nenhuma em ver investidores aguardarem até a SEC dizer que está tudo bem para investir em BTC. Apesar de um ETF ser inevitável, segundo Andreas Antonopoulos, pode ser muito prejudicial para toda a indústria.

 

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