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Relatório diz que QuadrigaCX tem menos de 1.000 BTC

fevereiro 5, 2019 By Matheus Henrique

De novo a QuadrigaCX está nas principais notícias com uma história que fica da vez mais maluca. Um relatório recente a Zerononcense afirma que a exchange não possui nenhuma cold storage identificável e que ela nunca teve mais de 1.000 BTC em suas reservas.

O relatório diz que várias afirmações feitas no depoimento juramentado de Jennifer Robertson, viúva do Ex-CEO da QuadrigaCX, Gerald Cotten, são falsas. As informações foram descobertas depois de análises nas carteiras de BTC e ETH da Quadriga. Já que os endereços das carteiras na exchange não eram amplamente conhecidos, o relatório se baseia apenas nas informações de depósitos passadas pelos usuários da corretora, principalmente através de relatos do Reddit.

O autor do estudo ressalta que as informações não são garantia de representar uma “verdade factual. Porém, as comparações entre as atividades da QuadrigaCX e as práticas de saques de exchanges mais conhecidas demonstra atividades “nada ortodoxas”.

A análise foi conduzida usando a Walletexplorer, um programa que foi e continua sendo usado pela Chainalysis, uma das mais importantes pesquisadoras do criptomercado.

Uso de carteiras com múltiplas assinaturas

Baseado nas informações da Zerononcense, o número de BTC nas reservas da QuadrigaCX é significantemente menor do que foi revelado no depoimento de Jennifer Robertson. A análise também disse que não existe nenhuma carteira com reservas de clientes identificável e estima que a corretora está com menos de 1.000 BTC.

Outro detalhe curioso é que a pesquisa afirma que aproximadamente 3.53 BTC foram movidos entre 24 e 25 de janeiro, aparentemente contrariando as afirmações de Jennifer de que os fundos da corretora estão inacessíveis. Além disso, a Zerononcense diz que as carteiras usadas pela QuadrigaCX tinham recurso de múltipla assinatura.

Acusação de usar depósitos para processar saques

Ainda de acordo com a mesma pesquisa, a QuadrigaCX “claramente” desviava os depósitos de clientes para processar os saques de outros, tornando toda a operação como uma pirâmide ou um esquema bem parecido com uma Ponzi.

O autor diz que a demora nos saques que alguns usuários tiveram eram resultado desse tipo de tática. Quando o usuário solicitava um saque, a Quadriga não tinha os valores necessários para a transação, por isso ela esperava até que alguém fizesse um depósito para poder pagar o cliente solicitante.

A história da QuadrigaCX é com certeza a mais curiosa e misteriosa do começo desse ano em relação ao criptomercado. Qual a sua opinião sobre toda essa enrolação?

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