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Líder da Unick é morto a tiros no Paraná

novembro 7, 2019 By Matheus Henrique

João Batista da Silva era um padeiro e youtuber que divulgava oportunidades de investimento na internet. Porém, como muitos outros youtubers por aí, ele divulgava negócios que eram considerados pirâmides financeiras e utilizava a sua influência para fazer redes dentro destes negócios.

Supostamente, João seria líder de pelo menos duas pirâmides, a Unick Forex e a A2 Trader, como informa o site Criptonizando. O problema é que recentemente ambas as pirâmides quebraram o que deixou muitos investidores indignados.

João foi assassinado na última terça-feira, 5, em Curitiba, Paraná. A polícia ainda não divulgou nenhuma causa do crime, porém, há a possibilidade de que ele tenha sido alvo de alguém relacionado aos esquemas que João divulgava.

O crime aconteceu na Rua Marcos Bertoldi, no bairro de Campo de Santana. E segundo o site Banda B, ele foi alvejado por 3 tiros, um o acertou no braço enquanto os outros 2 acertaram o coração. A arma usada no crime foi um revólver calibre 38.

O delegado Thiago Nóbrega, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), comentou que os familiares afirmam que a vítima atualmente estava envolvida com o mercado de criptomoedas.

“É um pouco cedo para traçarmos uma linha de investigação, mas pelo que colhemos com os parentes, ele é natural de São Paulo, tinha esposa e dois filhos e trabalhava atualmente com bitcoins, que estavam rendendo dinheiro a ele”, afirmou.

“A família também desconhece qualquer tipo de ameaça, desavença e qualquer tipo de envolvimento com drogas, que poderiam justificar um crime tão bárbaro”, relatou à reportagem.

Ainda segundo o Banda B, imagens de segurança mostram que o atirador e a vítima conversar por alguns segundos antes do disparo.

João tinha um canal com mais de 9 mil inscritos no YouTube, é um número bom se considerarmos o tamanho do espaço das criptomoedas dentro da comunidade brasileira. João Batista promoveu também as empresas BTX, BIT, ECON, Imperium, Speed Coin e Xpay, entre outras.

Não vamos divulgar o canal dele aqui em respeito à família, independente se ele era líder de uma pirâmide financeira ou não.

Esse caso serve também de alerta para os que entram em pirâmide querendo formar redes. Caso a pirâmide caia, investidores desesperados vão mirar nos líderes e não nos donos do esquema.

Veja também: Clientes saqueiam sede de pirâmide financeira

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