Dólar digital poderá enfrentar o Yuan Digital em 2020?

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A China impulsionada pelo Facebook decidiu revelar ao mundo que estava preparando sua própria moeda digital. Enquanto o país se prepara e se mantém na vanguarda, outros países também entram na corrida. O Japão foi um dos mais recentes. Apesar do Banco Central do Japão (BOJ) ter dito que uma moeda digital apoiada pelo BOJ era um desperdício de dinheiro, parlamentares decidiram estudar a ideia argumentando que deveriam se adiantar em relação à nação mais populosa do mundo. Contudo, não são só os parlamentares japoneses que pensam dessa forma.

O Projeto Dólar Digital, moeda digital do Banco Central dos EUA (CBDC), é uma iniciativa do ex-presidente da Comissão de Negociação de Futuro de Comodities (CFTC) e da Accenture, multinacional de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing. Conforme a visão de Chris Giancarlo, um dólar digital protegeria o dólar do futuro. Além disso, permitiria que “indivíduos e empresas globais fizessem pagamentos em dólares, independente de espaço e tempo”.

“Se (dólar dos EUA) continuar sendo uma moeda analógica, os desafios de usá-lo no mundo digital são muito complexos”.

Giancarlo voltou a falar sobre o possível CBDC americano no Fórum Econômico Mundial. De acordo com o advogado, o dinheiro fiat está desgastado e as moedas digitais representam mais utilidade. Giancarlo ainda afirmou que os indivíduos que possuem dólares estão “mal atendidos por uma moeda analógica no mundo digital”. Todavia, o famoso “Crypto Dad” não acha que o dólar digital deva ser tão disruptivo. O CBDC deverá usar o atual sistema bancário tradicional.

“O que estamos propondo é uma forma digital (desse dólar) que seria cunhada pelo banco central … e seria disponibilizada aos usuários por meio do sistema bancário tradicional e de outras empresas bancárias”, disse Giancarlo.
Em contrapartida, o CBDC que Giancarlo visualiza deverá ser anônimo. O ex-executivo de negócios deseja que o dólar digital não deixe rastros para que o governo saiba “se você está comprando na Target ou na Selfridges”.

No entanto, o progresso do yuan digital não traz preocupações apenas para Chris Giancarlo. Da mesma forma, a diretora da Iniciativa de Moeda Digital do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Neha Narula está preocupada. Narula falando à CNBC disse que o Federal Reserve deveria se posicionar e buscar mais conhecimento sobre moedas digitais.

“Acho que o Fed precisa adquirir experiência neste espaço. Eles não podem contar com o setor privado para obter conhecimentos, precisam criar seus próprios conhecimentos internos”, disse Narula.

Em conclusão, o CBDC americano pode demorar muito ainda para nascer. De acordo com o CEO da 55 Foundry, Jeff Schumacher, em menos de 10 ou 15 anos isso não acontecerá, pois os EUA têm uma situação privilegiada de carregar consigo a moeda mais importante do mundo. Já que o dólar é a moeda de reserva global, não há a necessidade de se preocupar com um CBDC, até porque ele pode trazer volatilidade para o dólar, algo indesejável no curto prazo.

“Os EUA provavelmente não serão os primeiros a impulsionar uma moeda digital centralizada, mas desejarão ter a tecnologia pronta depois que os problemas e as armadilhas forem resolvidos por outra pessoa”, acrescentou Schumacher.

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