Movimento #metoo usa Ethereum para burlar a censura da Internet na China

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Uma carta de um estudante da Universidade de Pequim venceu a censura na China graças a Blockchain ethereum. Inspirados pelo movimento “#metoo”, os estudantes da China estão codificando mensagens na blockchain Ethereum para escapar da censura chinesa na Internet.

A Blockchain definitivamente tem muito a oferecer e pode ser uma aliada para aqueles que querem divulgar informações em países que têm controle absoluto sobre o que pode ser divulgado e o que não pode.

O site Quartz informou sobre um endereço anônimo na Blockchain da ethereum que enviou uma transação na segunda-feira, 23 de abril, com um código que contém o conteúdo de uma carta aberta que foi censurada na China. Dessa forma o texto está armazenado permanentemente no domínio público.

carta aberta, escrito por Yue Xin, um estudante da Universidade de Pequim, descreveu como ele foi tratado pela universidade depois de apresentar uma petição para fazer uma investigação de um caso de assédio sexual que teria ocorrido na faculdade há 20 anos.

A carta já despertou o apoio de outros na China, que também estão postando mensagens através da Blockchain Ethereum. Membros de pelo menos três universidades do país, já codificaram mensagens de apoio na Blockchain em uma tentativa de escapar da censura por parte das autoridades chinesas visando propagar a mensagem original.

“Desapontado com a declaração oficial da Universidade de Pequim, espero que você não fique do lado errado desta questão. Permaneça firme! – Anonymous, da Universidade de Tsinghua”, diz uma transação que foi enviada para o mesmo endereço Ethereum anonimamente.

Enquanto isso, membros da Universidade Sun Yat Sen da China e da Universidade Xi’An Eurasia aparentemente também postaram mensagens.

As mensagens dizem:

“Nós não podemos nos calar, nós somos da Xi’an Eurasia University”.

Estudantes de outra universidade também enviaram mensagens para o endereço ethereum:

“Estamos dispostos a apoiá-los, somos da Universidade Sun Yat Sen”.

De acordo com uma reportagem do New York Times de ontem, o caso envolveu um membro do corpo docente chamado Shen Yang que supostamente estuprou um estudante naquela época, o que levou ao suicídio da estudante em 1998. Encorajado pelo movimento internacional #metoo, ativistas da Universidade de Pequim, incluindo Yue, enviaram recentemente uma petição pedindo que a universidade investigasse o caso.

No entanto, em sua carta, Yue escreveu que a universidade a forçou a desistir da petição e apagar todas as informações relevantes, juntamente com ameaças que ela não iria se formar se não obedecesse . Embora mais tarde ela tenha publicado a carta, o nome de Yue foram rapidamente censurados pelas autoridades, diz o relatório.

O aplicativo de mensagens mais popular na China, o WeChat, bloqueou o acesso dos usuários a página da transação no Etherscan.io que permite aos usuários visualizar as mensagens. No entanto, o site Etherscan.io ainda é acessível através do WeChat.

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