Guerra Comercial com EUA faz Governo do Irã considerar uso de Criptomoedas

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O Irã está considerando o uso de criptomoedas para evitar as iminentes sanções dos Estados Unidos e acabar com a hegemonia do dólar.

Em uma breve entrevista para a agência de notícias Mizan Online, Mohammad Reza Pour-Ebrahimi, presidente da Comissão Econômica do Parlamento iraniano, disse que os legisladores estão estudando essas opções e o assunto pode ser discutido no parlamento.

Pour-Ebrahimi observou que as criptomoedas podem servir como uma maneira importante de escapar das sanções dos EUA e se livrar da hegemonia do dólar, além de acordos comerciais bilaterais ou multilaterais.

“A capacidade das moedas digitais é uma das questões que podem ser discutidas nos negócios monetários do comissário de ajuda estatal, que será examinado pela Comissão Econômica”, disse Pour-Ebrahimi, acrescentando que hoje em dia muitos países como Rússia, China e o Brasil já estão explorando opções similares.

A revolução das criptomoedas já começou e está salvando nações

Segundo Pour-Ebrahimi, uma das principais prioridades dos legisladores iranianos é explorar as possibilidades oferecidas pelos contratos inteligentes em meio à atual turbulência econômica e à alta inflação no país.

A aceleração da inflação nos últimos meses levou os iranianos a aumentar seu interesse em criptomoedas, comprando US$ 2,5 bilhões delas, de acordo com algumas estimativas. Isso levou a uma repressão do governo, supostamente bloqueando o acesso aos sites de exchanges estrangeiras de criptomoedas. Algumas semanas antes, o banco central do país proibiu o comércio de criptomoedas devido a preocupações com lavagem de dinheiro.

Por outro lado, há relatos de que o governo do Irã vem explorando a possibilidade de emitir uma moeda estatal digital centralizada. O Irã não seria o primeiro país a tentar contornar as sanções internacionais emitindo sua própria moeda. A Venezuela já o fez com o Petro, mesmo que seja um pouco questionável o quão bem sucedido ele é.

O acordo nuclear com o Irã foi alcançado em 2015 e, como resultado, as sanções econômicas internacionais contra o país foram suspensas. No entanto, no início deste ano, o presidente dos EUA, Donald Trump, descartou o acordo. As novas sanções dos EUA estão sendo implementadas nos próximos meses, para entrar em pleno vigor neste outono.

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