As Baleias do Bitcoin estão estabilizando o mercado e segurando fortes quedas

0 Comentários

Um estudo realizado pela Chainalysis, e publicado nesta quarta feita (10), analisou pela primeira vez, o comportamento das chamadas “baleias” e concluiu algo surpreendente. Diferente da crença comum e das notícias que estiveram em destaque até hoje, os maiores detentores de bitcoins são um grupo diversificado que pode estar estabilizando, ao invés de desestabilizando, o .

As baleiras são os players com maiores quantidades de bitcoin e são alvo constante de análises de movimentações e notícias mundiais. Destaques como, ” baleira movimenta 15.000 e é responsável pela queda de 20% no valor do Bitcoin” ou ” movimentação de 50.000 desencadeam uma queda de 15% do valor do ativo digital Bitcoin”, são comuns e já foram destaque de matérias de grandes jornais como Bloomberg.

Essas notícias foram responsáveis por criar uma lenda urbana, em que baleiras são protagonistas de grandes instabilidades no mercado, com suas ações imprevisíveis e mortais. Os atos destes players, claro, tem grande impácto no mercado das . Mas talvez eles estejam estabilizando e não desestabilizando o mercado, como estamos acostumados a acreditar.

Leia também  Bancos vs Bitcoin: Banco Central do Paquistão proíbe transações de criptomoedas e quem usá-las pode responder a processo

O estudo, chamado “As Não Tão Assassinas do Bitcoin”, compilou dados da indústria das criptomoedas, analizando pela primeira vez, de forma sistemática, as 32 maiores carteiras de Bitcoin, avaliadas em US $ 6,3 bilhões na época da análise. Com uma atual avaliação de U$108 bilhões, a distribuição indica que as baleias não são os únicos players no jogo.

Os dados demonstraram que as apenas um terço dessas baleias são comerciantes ativos. Esse um terço, chamado de “comerciantes” são responsáveis pelo controle de 332.000 BTC. Para nossa nova surpresa, o estudo mostra que este grupo entrou apenas recentemente na criptoesfera, em 2017.

A análise também mostrou que esses “comerciantes” foram pouco responsáveis pela queda dos preços, já que entre 2017 e 2018, as baleiras compraram mais BTC do que venderam. Eles parecem, em conjunto, ter estabilizado o mercado durante os recentes declínios de preços, em vez de exacerbar os movimentos de preços, negociando contra o movimento do mercado. Além das baleias comerciantes, o estudo também sugere outras três classificações para esses players: uma delas, formada por mineradores, hodlers e pioneiros, outra formada por criminosos e outra por aqueles que já devem ter perdido acesso aos fundos.

Leia também  Contratos inteligentes podem ser legalizados na Grã-Bretanha

Liquidação

A liquidação e aquisição dos ativos destes players está sendo feita usando negociações OTC, gerando uma interrupção mínima no mercado. Segundo o estudo: “Quando exigem liquidez, os traders provavelmente usarão plataformas de negociação OTC equipadas para gerenciar grandes transações com interrupção mínima do mercado. Além disso, nos últimos 24 meses, as baleias de criptomoedas, que podem ser instituições, family offices, hedge funds ou bilionários disfarçados, provavelmente migraram para os mercados de balcão (OTC) e darkpools, que facilitam as transações fora da carteira para os clientes mais ricos. O aumento da popularidade dos provedores de OTC, como a Circle, apenas corrobora o fato de que as baleias não podem alterar o por um capricho e que os investidores de varejo finalmente tomaram as rédeas”.

Conclusão

A taxonomia das baleiras deixou claro que as baleias comerciantes estão comprando, ao invés de vendendo bitcoins. Que os primeiros a adotar as moedas e os minerados têm mantido um padrão de retenção nos últimos anos e, por definição, as baleias bitcoin inativas desde 2011, devem continuar dessa forma. Com isso, temos um cenário em que a atuação das baleias pouco ou nada vez a ver a queda, mas pelo contrário, são responsáveis pela estabilidade do ativo.