WWF está usando a blockchain para rastrear impacto ambiental

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A WWF-Austrália e a BCG Digital Ventures fizeram uma parceria para lançar uma nova plataforma com base na blockchain para rastrear o impacto ético e ambiental de produtos e alimentos.

Com o lançamento da plataforma OpenSC, em Sydney, no início da semana, as organizações disseram que eles esperam ajudar pessoas e empresas e evitar produtos ilegais que danificam o meio ambiente e são antiéticos.

“Através da OpenSC, negócios e consumidores vão ter um novo nível de transparência sobre o quanto os alimentos que consomem estão contribuindo para a degradação ambiental ou injustiça social como a escravidão”, disse o CEO da WWF-Austrália Dermot O’Gorman.

A OpenSC funciona através do escaneamento de QR codes. Uma vez que o código esteja escaneado, o usuário tem acesso a informações sobre a origem do produto, quando e como ele foi produzido e também como foi feito todo o transporte na cadeia de produção.

Porém, para que os produtos sejam rastreados, uma tag (como a RFID) deve ser colocada no ponto de origem. As tags também devem estar ligadas a uma blockchain. A rede então grava toda a movimentação do produto, até mesmo informações sobre a temperatura em que o produto foi armazenado podem aparecer na leitura do código.

O lançamento do produto foi feito em um restaurante do chef australiano Matt Moran, que preparou um prato com um peixe da patagônia pescado em águas subantárticas pela Austral Fisheries e enviado para 13 países.

Todas essas informações estavam armazenadas no QR code do produto. Moran disse que o OpenSC é um “projeto de paixão” e que é importante para chefs do mundo inteiro saber a origem dos produtos que eles usam em seus pratos.

Paul Hunyor, gerente da BCGDV e vice-presidente da World Economic Forum Council, falou sobre as capacidades da nova plataforma.

“Nós desenvolvemos uma tecnologia que pode apontar o local exato onde um peixe foi pescado e usar o aprendizado de máquina para demonstrar que ele foi pescado legalmente. As informações mostram que o peixe foi pescado usando barco pesqueiro legalizado e, mais importante, que a pesca não foi realizada em uma área de proteção marítima ou em uma área ambiental sensível.”

O gerente continuou:

“Nós desenhamos essa tecnologia para ser altamente compatível com cadeias de suprimento já existentes e operantes e sistemas de certificação que já funcionam. Porém, ela também vai funcionar com novas soluções que funcionam com a blockchain”.

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