Todas as transações acima de US$1.000 serão monitoradas

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Desde que o Bitcoin e as outras criptomoedas passaram a receber atenção dos consumidores, elas também passaram a fazer parte da lista de atenção dos governos. Sob o pretexto do combate contra a corrupção e lavagem de dinheiro, cada vez mais o mercado regula e monitora as criptomoedas.

Um dos órgãos mais importantes a combater esse tipo de crime no mundo todo é o FATF, o Grupo de Ação Financeira Internacional, vezes chamado de GAFI. Em sua mais recente decisão, o grupo decidiu que todas as transações acima de US$1.000 devem ser informadas.

Como relatou o site Livecoins, essa determinação tem um valor bem mais baixo do que o valor de monitoramento imposto pela Receita Federal, por exemplo.

Inicialmente essa é uma atitude que acaba com parte do discurso de privacidade das criptomoedas em relação ao uso através de exchanges. Porém, não é esse o único problema.

As exchanges são obrigadas a responder a essas determinações, ou então podem ser consideradas como “atuação ilegal” e impedidas de oferecer seus serviços.

O problema com as criptomoedas de privacidade

Porém, como ficam as criptomoedas de privacidade que impediriam esse monitoramento? Na verdade, elas “não ficam”.

Para estarem de acordo com as exigências do órgão regulador, as exchanges provavelmente vão acabar abandonando moedas que não podem ser rastreadas (Monero, Grin, Dash e outras).

Aliás, esse efeito já começou, com a coreana OKEx retirando da sua plataforma uma série de moedas que podem realizar transações com privacidade total.

https://twitter.com/tokentrackerio/status/1173660464670134272

Com isso, é possível entender porque a medida tem sido criticada pela comunidade de criptomoedas, já que pode prejudicar seriamente vários mercados e ecossistemas diferentes em todo o mundo.

E o mercado P2P?

Um “lado bom” que está sendo comentado por muitos é que inevitavelmente essas decisões acabam fortalecendo o mercado P2P, já que é muito mais difícil monitorar esse segmento da criptoeconomia.

Enquanto isso é sim uma boa notícia, já que o mercado P2P, em sua essência, é mais saudável para as criptomoedas. O problema está na falta de liquidez que isso pode gerar.

A grande maioria da liquidez do atual mercado vem das exchanges, responsáveis por fazer uma grande quantidade de transações diárias, muitas vezes fortalecendo a economia de diferentes ecossistemas.

Com projetos completamente removidos dessas plataformas, é possível que logo muitas moedas de privacidade acabem sendo abandonadas ou percam grande parte da participação do mercado e valor.

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