Procuradoria-Geral de Nova Iorque alerta Exchanges sobre riscos de manipulação de mercado

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O Gabinete do Procurador-geral de publicou um relatório para plataformas de criptomoedas indicando que muitas delas podem estar vulneráveis à manipulações de mercado e alertando diversas outras por supostas violações a leis estaduais.

As investigações começaram em abril, e contaram com a participação voluntária de 13 das mais relevantes plataformas de criptomoedas do mundo, incluindo Coinbase, Bitfinex e Binance, dentre outras.

O relatório apontou um número de práticas das , incluindo métodos de monitoramento e prevenção de manipulações do mercado. Efetivamente, diversas Exchanges reportaram à Procuradoria ser “impossível” monitorar ou prevenir práticas nocivas de mercado em diversas plataformas, o que significa que estão limitadas nos esforços para “policiar práticas abusivas”.

“A indústria ainda precisa implementar relevantes capacidades de monitoramento de mercado, para detectar e punir transações suspeitas” aponta o relatório da Procuradoria.

“Uma plataforma não pode adotar ações de prevenção e proteção de consumidores de manipulações de mercado e outras práticas abusivas se não estiverem cientes de quais são esses riscos antes de tudo.”

O relatório mirou também a exchange Kraken, a qual declinou dos trabalhos de colaboração em abril, e os Procuradores foram implacáveis ao afirmar:

“A Procuradoria não pode avaliar as práticas e procedimentos das plataformas que se recusaram a colaborar (Binance, Gate.io, Huobi e Kraken), relativamente às transações manipulatórias ou abusivas. Entretanto, o posicionamento público da Kraken é alarmante. Ao anunciar a decisão da companhia em não colaborar com as investigações, a Kraken declarou que a ‘manipulação de mercado não interessa à maioria das exchanges’, mesmo admitindo que práticas fraudulentas são desenfreadas nessa indústria.”

As descobertas das investigações permitiram aos promotores indicar com riqueza de detalhes como é o perfil da maioria das Exchanges de Nova Iorque e travar um plano de ação efetivo contra aquelas que não se adequarem aos requisitos legais de funcionamento e aquelas que comprovadamente agirem abusivamente causando prejuízo aos usuários e riscos para o bem-estar do sistema.

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