Por que precisamos do Bitcoin? O Dinheiro de Papel e a Inflação

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Qual é a importância do Bitcoin? Bom, ele é uma das mais importantes criptomoedas do mundo e também um dos maiores avanços financeiros e libertários das últimas décadas.

Para saber realmente porque o Bitcoin é tão fundamental no nosso dia a dia, é necessário entendermos a história do dinheiro.

Nos últimos artigos sobre O Porque Precisamos do Bitcoin, trouxemos exatamente essas questões. E hoje vamos falar sobre como surgiu o dinheiro de papel.

O primeiro “Dinheiro de papel”

Para termos os primeiros exemplos de uso do dinheiro de papel, precisamos voltar à dinastia Tang da China. Essa moeda era conhecida como “dinheiro voador” devido à sua nova tendência de ser levada pelo vento, ao contrário da moeda do metal.

Em 800 d.C., o governo substituiu as moedas de cobre pela revolucionária moeda de papel.

Como as moedas de metal eram escassas e inconvenientes para o comércio de longa distância entre comerciantes, a nova moeda de papel era vista como uma solução elegante e inovadora.

A nova moeda de papel economizou a necessidade de enviar grandes quantidades de moeda de metal para comerciantes distantes.

Embora não fosse tecnicamente considerado uma moeda legal e o objetivo era ser “trocada” em moedas de metal, o dinheiro de papel rapidamente ganhou popularidade entre os comerciantes por causa da sua facilidade.

A primeira moeda impressa e apoiada pelo estado, foi estabelecida durante a Dinastia Song (1024 d.C).

Somente essas notas oficiais, emitidas pelo governo, eram permitidas como moeda e eram lastreadas pelo dinheiro metálico da época.

A Inflação mostra a sua cara feia ao mundo

Foi durante as dinastias Chin e Yuan que vimos as economias serem vítimas da tentação de “imprimir demais” – usando moedas de papel que não eram suficientemente apoiadas por “dinheiro duro” (nesses casos, cobre e prata).

Na tentativa de manter controles monetários, prata e ouro foram confiscados pelo Estado.

Eventualmente, no entanto, essas moedas de papel entraram em colapso devido à inflação, pois a impressão excessivamente zelosa da moeda, em uma tentativa fútil de impulsionar a economia, resultou em inflação extrema.

Durante as dinastias Ming e Qing, ocorreu um retorno gradual ao dinheiro de metal após tentativas fracassadas de moedas de papel.

A inovação da moeda de papel acabou se espalhando para o oeste no Oriente Médio e depois na Europa, com a Suécia sendo o primeiro país europeu a emitir uma moeda de papel em 1601.

Como pode ser visto na longa história do dinheiro na China, as economias são inevitavelmente atraídas para as moedas de metal como um verdadeiro dinheiro físico que não pode ser impresso indiscriminadamente.

Nas sociedades de todo o mundo, as economias acabam indo em direção ao “dinheiro duro” (dinheiro com base em metais), devido às suas vantagens naturais no mercado livre e resistência duradoura à inflação, graças à sua escassez invencível.

Moeda fiduciária na sociedade moderna

Durante o século 20, grande parte das moedas de papel do mundo foi um pouco protegida dos extremos da inflação devido à exigência de que a moeda fosse “lastreada” por ouro ou prata.

Depois de aprender as lições da inflação com a Moeda Continental do final dos anos 1700, os EUA adotaram um padrão que foi projetado para evitar esse fracasso. Apoiar cada dólar americano em ouro ou prata garantia que a moeda representasse um valor genuíno.

Sendo mais raro do que a prata e menos propenso a picos de oferta excessivos, o ouro acabou assumindo o papel de suporte padrão da moeda americana, com a capacidade de receber dólares em dinheiro pelo valor equivalente no metal raro.

Quando os países se desviavam do padrão do ouro durante os períodos de guerra, por exemplo, os cidadãos costumavam recorrer a moedas de metal para se protegerem enquanto as corridas bancárias revelavam uma incapacidade de acessar fundos em papel-moeda.

Após a Segunda Guerra Mundial, o sistema de Bretton-Woods estabeleceu um acordo pelo qual moedas de todo o mundo vinculavam seu valor ao dólar americano, que se apoiava no padrão ouro. Isso significava que praticamente todas as moedas globais estavam lastreadas ao valor do ouro, criando um padrão global para o dinheiro.

Obviamente, apenas dizer que o dinheiro é apoiado por ouro é algo bem diferente do que realmente apoiar dinheiro com ouro.

Como muitas nações passaram a ressentir a vantagem cambial dos Estados Unidos, países do mundo todo começaram a reivindicar sua parcela de reservas de ouro, liquidando seus dólares indesejados.

Isso criou um enorme problema: mais demanda por ouro em dólares do que realmente existia em reservas.

O choque Nixon

O padrão ouro efetivamente chegou ao fim sob o governo Nixon, quando o governo cancelou unilateralmente a capacidade de converter diretamente o dólar americano por seu valor equivalente em ouro.

A ação foi apresentada como uma resposta extremamente bem-sucedida a uma crise cambial causada por interferências estrangeiras, tanto que mercados como o Dow Jones desfrutaram de seus maiores ganhos históricos no dia seguinte ao anúncio.

Desde então, no entanto, voltamos para um cenário de papel-moeda fiduciária flutuante.

Voltamos, mais uma vez, a um estágio muito reconhecível no ciclo contínuo entre dinheiro real (ouro e prata) para moedas de papel que são propensas a superprodução.

A inflação causada pela impressão excessiva e, em alguns casos, pela hiperinflação em economias mal administradas ou fortemente sancionadas, é inevitável e contínua, mas não apenas regionalmente.

Agora, o efeito se tornou um fenômeno global.

Mas agora tivemos uma nova revolução no cenário financeiro, o surgimento das moedas digitais, mais especificamente do Bitcoin, que traz vantagens numerosas em cima desse sistema que, como você viu hoje, já nasceu falho.

E é justamente sobre isso que falaremos no nosso próximo artigo sobre a importância do Bitcoin e porque precisamos dessa moeda!

Veja também: A primeira grande perda de Bitcoins – A História do Bitcoin Parte 11

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