O que você precisa saber sobre Blockchain (para iniciantes)

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Especialmente no final de 2017, muitas pessoas começaram a ficar curiosas sobre as moedas digitais descentralizadas, principalmente devido à popularização do bitcoin: como comprar, quais os riscos, como o preço é estipulado, se haveria ou não uma bolha, a necessidade de regulação, os golpes e pirâmides, a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal.

O Bitcoin se viu então em um mercado saturado com centenas de outras moedas concorrentes, mas ainda assim a grande maioria das informações de mídia via Televisão ou mesmo pelo Google representa a opinião superficial e apocalíptica em torno do mercado de ativos digitais. A propósito, uma das grandes virtudes das criptomoedas tem sido provar a falta de conhecimento dos expoentes da economia mundial em relação ao significado real do dinheiro, seus fundamentos e princípios econômicos básicos.

Da mesma forma, o número de investidores já ultrapassou o número de investidores em bolsas de valores de alguns países emergentes, como o Brasil, por exemplo. Tudo impulsionado principalmente por um enorme aumento de preços de bitcoin que atingiu 1800% em 2017.

Mas a proposta deste artigo é esquecer as moedas e superficialmente arranhar a tecnologia associada a elas, chamada de blockchain. Existe o blockchain do bitcoin, o blockchain do ethereum e assim por diante, sua origem está ligada ao nascimento do bitcoin e seu suposto criador, Satoshi Nakamoto, quando publicou seu whitepaper em 2008.

O Blockchain é um livro digital, com débitos e créditos, onde todas as transações são registradas, desde a sua criação. Os registros são colocados em blocos, cada um deles tem uma referência ao bloco anterior por meio de um hash que, em linhas gerais, é a informação criptográfica, como uma espécie de impressão digital única em linguagem criptografada.

Desde a sua criação, o blockchain do Bitcoim, por exemplo, nunca foi corrompido e funciona ininterruptamente como um registro público e descentralizado, em uma rede entre pares (p2p).

Como exemplos de alguns dos nossos registros centralizados comuns em nossa sociedade, podemos citar bancos, seguradoras, registros gerais e imobiliários, registros médicos, registros de cidadania, transações com cartões de crédito, hotéis, universidades, entre outros.

A centralização implica na confiança de que um único grupo ou indivíduo seja incorruptível e capaz de salvaguardar a segurança de todas as informações, que uma parte não confiável jamais conseguirá acessar, como ladrõs e hackers.

Mas o que acontece, na verdade, é que os registros centralizados não são confiáveis uma vez que eles apresentam um ponto único de falha na questão da segurança, estão sujeitos à corrupção (por exemplo: aceitar suborno para priorizar um registro), excluem pessoas que não estão alinhadas com seus registros, limitam as transações de terceiros e podem perder as informações registradas, intencionalmente ou não (reter evidências, roubo de informações ou desastres naturais).

Em contrapartida, o blockchain (que é uma rede distribuída) é praticamente invulnerável à exclusão ou censura, tornando quase impossível fraudar os registros e perder informações de qualquer natureza. Todos os registros são constantemente validados através dos nós, onde cada participante da rede possui o registro consensual de todas as transações que ocorreram desde a criação do blockchain.

É por isso que chegamos ao ponto em que os empreendedores de qualquer segmento, executivos ou desenvolvedores de Tecnologia da Informação devem se interessar por essa tecnologia, mas a adoção em instâncias “reais” tem sido lenta.

Ainda não há muitos exemplos consolidados em todo o mundo, mas os projetos se multiplicaram em um nível exponencial, inclusive no segmento bancário, que já busca abordar a potencial ameaça de exclusão de terceiros que estão ligados à tecnologia de redes descentralizadas.

Muitos países (entre eles Alemanha, Japão, Canadá, Estados Unidos, Holanda, Austrália e a maior parte da União Européia) fizeram progressos substanciais na tecnologia por meio de incentivos, consórcios e treinamento de profissionais, e têm uma tendência otimista e favorável à descentralização das redes.

É importante saber o que o blockchain oferece e se ele se adapta ao seu projeto ou não. Como você não pode usar o blockchain para o que você quiser, você precisa entendê-lo primeiro e usá-lo como uma ferramenta em segundo. Para ser mais específico, não altere seu projeto para usar o blockchain apenas para fazer parte do hype.

Nós não sabemos a velocidade em que o blockchain será altamente adotado, mas o potencial disruptivo é esmagador; Pode levar anos, um ano ou pode ser que outra solução possa suplantar as redes descentralizadas, mas tenha em mente que plataformas como Uber, Airbnb e Facebook, de um escopo centralizador, estão sendo superadas pelo potencial do blockchain descentralizado.

É necessário procurar exemplos práticos dessa tecnologia nova, sejam positivos ou não, estudar muito, conversar com os empresários que estão à sua frente, conhecer todas as dificuldades ao longo do caminho e encontrar profissionais especializados na área.

Eu recomendo paciência e análise cuidadosa para aprender essa nova tecnologia. Assim, ao conversar com aqueles ávidos por novos conhecimentos, procure não dar ênfase às promessas de especulação e enriquecimento, mas sim à oportunidade de inovação que acompanha o blockchain.

Veja também: Electroneum escolhe Brasil para dar próximo passo rumo a popularização

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