Gigantes da indústria financeira unem-se para lançar nova moeda digital

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Com o objetivo de garantir maior eficiência nas transações financeiras, os seis maiores bancos do mundo, Barclays, Credit Suisse, Banco Imperial de Comércio do Canadá, HSBC, MUFG e State Street, resolveram se unir para lançar, ainda este ano de 2018, uma nova forma de dinheiro digital, desenvolvida a partir da tecnologia blockchain, a base da moeda Bitcoin (saiba mais sobre o que é Bitcoin aqui). 

Os países do G7, que detêm mais de 62% da riqueza líquida global (US$280 trilhões), fazem parte desse projeto: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
Os gigantes da , que antes eram céticos em relação ao valor das moedas digitais, já se convenceram que a tecnologia blockchain proporciona maior segurança à rede.

O que é a Blockchain?

O grande diferencial da tecnologia blockchain está em ser uma rede descentralizada, formada por uma cadeia de blocos, ligados entre si. Cada bloco é formado por um conjunto de transações, asseguradas por criptografia.

A criptografia é uma técnica praticada e desenvolvida desde a Grécia Antiga, capaz de transformar a informação original em uma mensagem impossível de ser decifrada, exceto por seu destinatário. Este detém a chave de segurança correta para acessar a informação recebida.

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Graças à utilização das tecnologias blockchain e criptografia, a segurança na transmissão de dados na rede é reforçada. Não é possível alterar qualquer informação de qualquer transação em qualquer bloco sem ter que refazer todas as transações já registradas. Além disso, todas as transações precisam receber a aprovação unânime de todos os diferentes nós (computadores) da rede para ser validada.

Leia como a tecnologia blockchain pode ser usada para combater fraudes e conheça suas aplicações aqui.

Vantagens

Lee Braine, chefe do departamento de tecnologia do Barclays, afirmou durante uma entrevista ao Financial Times: “Ter uma rede com um registro distribuído representa uma das tecnologias mais inovadoras disponíveis no mercado, capaz de reduzir riscos e ainda melhorar a eficiência das transações”.

O utility settlement coin está sendo desenvolvida pela empresa Clearmatics Technologies. Um dos objetivos do projeto é permitir que os grupos financeiros internacionais possam comprar e títulos entre si rapidamente com segurança, sem precisar ter que esperar pela finalização da transferência de fundos.

Isso só será possível, pois os bancos poderão armazenar a nova em blockchain. Ao haver uma transação financeira en

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tre as instituições, não é preciso se preocupar com o preço das moedas locais. As moedas digitais poderiam ser utilizadas automaticamente, sem precisarem ser trocadas para a moeda local de cada país, por exemplo. Os bancos realizam compra de títulos, trocas de moedas, de ouro entre outros assets diariamente. Maior liquidez, rapidez e segurança são os principais objetivos do projeto.

Desvantagens

Apesar da segurança proporcionada pela rede em blockchain, a ocorrência de recentes ataques ao Rei dos Coins por hackers em exchanges em países como Japão e Coreia do Sul tem levado os bancos centrais a priorizarem o de uma plataforma ainda mais segura.

No entanto, os ataques dos hackers não foram capazes de corromper a rede, mas conseguiram alterar o sistema das exchanges.

Por isso, o ideal é armazenar seus Bitcoins em carteiras (wallets). Veja aqui quais os tipos de carteira, e escolha a sua.

Outro fator importante a ser considerado pelos bancos centrais ao redor do mundo é a alta volatilidade. Mas o Bitcoin tem apresentado cada vez menos volatilidade, e a previsão é que a moeda se torne uma alternativa funcional ao dinheiro (cash) nos próximos dois anos.

Bitcoin no mundo

Segundo reportagem na Bloomberg, os bancos centrais dos países como Estados Unidos, Suíça e União Europeia enxergam as com cautela, principalmente devido aos seus repentinos altos e baixos, em relação ao preço das moedas.

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Já a China afirma ter total controle sobre as criptomoedas, e acredita que o mercado esteja maduro para a maior utilização das moedas digitais. China prevê regulamentar o mercado pelo ainda este ano de 2018.

No entanto, no Japão, o governo defende não haver a menor necessidade de adotar a moeda Bitcoin ou qualquer outra .

O Reino Unido encara as criptomoedas como a próxima revolução no sistema financeiro, e está investindo em startups no Vale do Silício, nos Estados Unidos. Mas a França acredita ser uma moeda ainda muito especulativa.

No Brasil, o Banco Central prefere aguardar e observar mais de perto o progresso dos Bitcoins no mercado.

Vale a pena investir em Bitcoin? 

O Bitcoin e as demais criptomoedas já representam hoje uma alternativa segura e viável às formas tradicionais de comercialização. Trata-se de um mercado bastante promissor, em franco desenvolvimento e que está conquistando cada vez mais adeptos.

Por que, então, não fazer parte também dessa nova revolução do sistema financeiro? Registre-se já e comece a trocar seus Bitcoins agora mesmo. Não perca mais tempo!