Kim Dotcom lança novo serviço de armazenamento que cobrará um valor em Bitcoins para ter acesso a “arquivos privados”

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Imagem: reprodução

Kim Dotcom não desiste. Depois de ver a Justiça fazer uma devassa em sua vida e retirar do ar o MegaUpload, ele saiu de cena e até voltou à baila com o MEGA, serviço de armazenamento na nuvem com foco em privacidade. Agora, ele lança mais uma iniciativa do gênero, o K.im, e promete “revolucionar os direitos autorais”.

Mas como ele pretende fazer isso? Cobrando por acesso aos arquivos. De fato, o K.im não conta com um servidor no qual os seus arquivos ficarão guardados. Ele funciona como um agregador e por meio dele você pode guardar documentos, músicas, filmes ou o que for em serviços tradicionais, como Google Drive, OneDrive, Dropbox e vários outros, incluindo sites de torrent.

Agora é que vem a sacada: ao guardar um arquivo usando o K.im, ele só pode ser acessado por meio dele. E aí é que entra o grande diferencial da nova empreitada de Dotcom, pois os donos dos arquivos podem cobrar o acesso ao seu material. Assim, só é possível fazer um download depois de pagar a quantia exigida pelo responsável por colocar o arquivo na nuvem.

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O K.im é uma parceria de Dotcom com a Bitcache, responsável por processar os pagamentos — aparentemente todos só poderão ser realizados em BitcoinSegundo declarou o criador da nova ferramenta ao site TorretFreak, a sua intenção é trabalhar tanto para ampliar o acesso a conteúdos restritos quanto para auxiliar no faturamento dos detentores de direitos autorais.

“Eu trabalho nas duas frentes”, afirma. “Para os donos dos direitos autorais e também para as pessoas que querem pagar por um conteúdo, mas estão bloqueadas geograficamente e são forçadas a baixar de graça”, conclui o criador do MegaUpload.

Mas e a pirataria?

Não fica difícil imaginar que, assim como qualquer plataforma na internet, o K.im também pode ser usado para espalhar conteúdo sem autorização de seus verdadeiros donos. Mas Dotcom se inspira no modelo do YouTube para combater esse tipo de prática.

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Assim como na plataforma de vídeos da Google, quando alguém sinaliza que um conteúdo é pirata, o verdadeiro dono dos direitos autorais pode estipular ele mesmo o preço cobrado pelos arquivos e todo o dinheiro será revertido para ele. Basta, é claro, comprovar ser o verdadeiro detentor dos copyrights e “monetizar a pirataria“.

Há alguns dias, Dotcom se manifestou no Twitter afirmando que não há culpa do usuário final quando ele tenta adquirir um conteúdo legalmente, mas é impedido por restrições geográficas. “Eles ficam imaginando por que as pessoas pirateiam? Se você está disposto a pagar, mas não consegue encontrar legalmente, por que isso é sua ou minha culpa?”, escreveu em resposta a um seguidor.

Não dá para saber ainda se a nova plataforma tem chance de vingar e de causar a aguardada revolução nos direitos autorais como afirmou o seu criador. Mas não há como negar que existe aí um potencial de driblar limites impostos pelas grandes distribuidoras — e inclusive facilitar que elas ganhem dinheiro com o compartilhamento ilegal. O K.im ainda está em fase de testes e disponível de forma restrita.

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Via: Torrentfreak.com
Tradução: Guia do Bitcoin


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