Ethereum + Lightning Network? Vitalik Buterin e Joseph Poon revelam o plano de escalabilidade “Plasma”!

A Blockchain da Ethereum tem um problema difícil de ser ignorado: não pode suportar muitos usuários agora. Mas enquanto esses limites já eram um problema em potencial discutido pelos pesquisadores, eles agora estão afetando usuários reais.

A segunda maior plataforma de Blockchain do mundo tem visto recentemente uma série de problemas de capacidade, incluindo o aumento das taxas de contratos inteligentes que, ocasionalmente, atrapalham os tempos de transações e dificultam também novos lançamentos de ICO’s sobre a plataforma.

Isso não significa que não existam projetos de alta qualidade para tentar solucionar este tipo de problemas. Projetos como o Raiden Network e Truebit surgiram como formas inovadoras para garantir que aplicações descentralizadas no futuros funcionem tão facilmente quanto os centralizados que usamos nos dias de hoje.

Uma nova solução chamada Plasma, revelada nesta quarta-feira, está emergindo talvez como o projeto a ser observado. Isto porque os autores desta solução, Vitalik Buterin e Joseph Poon, possuem curriculos extraordinários em Blockchain que são difíceis de topar. Vitalik Buterin, criador da Ethereum, como também Joseph Poon, co-autor da whitepaper da Lightning Network, que definiu o roteiro da tecnologia amplamente divulgado como a melhor solução para o Bitcoin aumentar seu número de usuários. Juntos, os dois são um potencial inegável para trabalhar em um projeto de escalabilidade.

Em entrevista a um blog Poon disse:

“As pessoas dizem que você não pode executar tudo no mundo da Blockchain, mas eu realmente acho que é sim possível”.

Ele acredita profundamente na missão da Ethereum de se tornar um computador mundial que vai “substituir as torres de servidores“, e não tem dúvidas de que seus obstáculos de escalabilidade serão superados.

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Poon ainda comentou:

“Este tema de aplicações descentralizadas parece de fato ser um hype para pessoas realmente técnicas, porque até então não havia uma trajetória clara e um caminho mostrando como seria possível, mas agora com Plasma acredito que exista.”

Mini Blockchains

A versão curta para o problema de escalabilidade é: Para verificar o histórico da Ethereum, os usuários precisam manter uma cópia de toda a Blockchain, como também sua própria gravação completa do histórico de transações e cálculos. Porém, um “computador mundial” precisaria de um enorme número de dados e a maioria dos usuários certamente não seriam capaz de armazenar essa quantidade expressiva de dados em dispositivos hoje.

Sendo assim, a Ethereum e outras Blockchains públicas estão procurando maneiras de reduzir a quantidade de dados armazenados diretamente na cadeia.

O projeto Plasma procura conseguir resolver este problema através do uso de muitos, mini Blockchains.

O sistema conecta as “mini” Blockchains à Blockchain “principal” com algo chamado de “prova de fraude“. É semelhante à Lightning Network, uma ideia que Poon apresentou há alguns anos para o Bitcoin, que é uma camada superior interagindo em medida com a core Blockchain abaixo.

Enquanto a Lightning Network se limitou a trabalhar estritamente para pagamentos, o Plasma amplia a ideia para cálculos mais complexos, como os contratos inteligentes da Ethereum.

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Poon disse:

“Basicamente se você quer fazer alguma operação matemática, digamos que ela seja realmente complicada e leva muito tempo para fazer, você pede a outra pessoa que faça isso por você.”

Nesse ponto, alguém coloca uma solução com um “vínculo” monetário, argumentando que a solução está correta. Os usuários não apenas confiam em que a solução está correta, como também existem validações e balanços.

“Qualquer outra pessoa no mundo pode dizer:” Não, você feriu aqui, no passo sete”, explicou.

Se algum desafiante provar que a solução inicial esta errada, outros podem computá-la e identificar como erro. Além disso, os usuários têm a opção de transferir a computação de volta para a Blockchain principal se suspeitarem que houve fraude, estabelecendo o debate de uma vez por todas.

De acordo com Poon, já que todos os participantes sabem que podem ser pegos e penalizados, provavelmente não serão capazes de tentar defraudar o sistema.

A crítica continua

Alguns continuam céticos, no entanto. A ideia técnica por trás desses sistemas tem sido amplamente discutida nas comunidades de Blockchain e atraiu defensores inflexíveis e rivais obstinados.

Todo protocolo de Blockchain pública acabará chegando nos limites de escalabilidade. Bitcoin, a Blockchain mais usado hoje, foi o primeiro a mostrar sinais de problemas de escalabilidade, seguindo a um debate aparentemente interminável. Mas os críticos de longa data argumentam que os problemas de escalabilidade da Ethereum são mais evidentes, pois precisa armazenar tantos dados para chegar ao sonho de se tornar o “computador mundial“.

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Sobre o projeto Plasma em particular, Vlad Zamfir, líder de pesquisa de proof-of-stake da Ethereum, já ofereceu alguns comentários críticos. Ele comentou que não está está entusiasmado com o projeto, argumentando que ele abandonou um projeto similar em 2015.

Poon, no entanto, não parece se importar pelo pessimismo de Zamfir, e Vitalik Buterin tampouco, esclarecendo que o Plasma é complementar ao trabalho de escalabilidade atual da Ethereum, definindo o projeto como “Um fragmento, que busca aumentar a capacidade na camada base do protocolo”.

Ainda assim, Poon admitiu que há um longo caminho a percorrer. Levar a idéia para a produção levará “muitos testes”. Mais uma vez, ele comparou o Plasma com a Lightning Network, que fez grandes avanços nos últimos dois anos, mas ainda está incompleto.

Poon, no entanto, continua sendo otimista:

“Eu acho que isso irá mostrar que as coisas realmente são possíveis”.

Via: Coindesk
Tradução/Adaptação: Guia do Bitcoin

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