Enfermeira dos EUA é acusada de ganhar 200 BTC com tráfico

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Uma enfermeira de Rancho Cordova, na Califórnia, EUA, foi acusada por autoridades federais de vender narcóticos ilegais através de mercados na darknet. Segundo as acusações, a Farmacy41, como era conhecida nas redes de negociação, ganhou cerca de 200 BTC em três mercados diferentes. Esse valor representa mais de R$2.5 milhões.

Famarcy41, cujo o nome verdadeiro é Carrie Alaine Markis, compareceu à corte federal de Sacramento e foi acusada de inúmeros casos de tráfico de drogas.

Markis supostamente usou o nome Farmacy41 através de vários mercados da darknet, começando os seus “negócios” ainda em 2013, ainda na Silk Road (Rota de Seda), que continua como um dos casos mais infames da internet. No total ela vendeu mais de 12 mil tabletes e pílulas que tinham sido compradas de pessoas que conseguiram os remédios de forma legal. Entre as medicações haviam diversos opioides e até mesmo morfina.

Depois do fim da Silk Road, Farmacy41 passou a atuar na Pandora e na Alpha Bay. Tudo que a mulher vendeu eram substâncias controladas e cada uma das vendas pode dar uma sentença de prisão. Por causa das evidências descobertas pelos investidores, ela pode ser condenada à prisão perpétua.

Alguns comentários no Dreaddit (uma versão da darknet do Reddit) disseram que ela poderia ter mudado de nome entre os mercados. Provavelmente ela manteve o nome Farmacy41 em diversas ocasiões por causa da boa reputação como vendedora.

Bitcoin, darknet e crimes

Farmacy41 cometeu diversos erros em suas ações, um deles foi confiar no Bitcoin como uma moeda não rastreável. Quem entende de criptos sabe que o Bitcoin não é uma moeda com foco em privacidade e todas as transações podem ser facilmente rastreáveis. Porém, se a enfermeira usou Monero, Zcash ou o próprio Dash, ela pode ter dinheiro que não foi (e nem vai ser) rastreado.

Isso nos leva a uma discussão importante sobre a natureza do criptomercado. Um dos principais pontos positivos da tecnologia de descentralização e das criptomoedas é que cada um tem o poder sobre seu dinheiro. Porém, nem todo mundo usa seus recursos de forma legal.

Para que tenhamos uma regulação completa das criptomoedas, é preciso garantir uma maneira de combater ações como as que foram cometidas pela Farmacy41. Sem a certeza de que o criptomercado não vai ser um favorecedor de crimes, ainda teremos muita resistência sobre a regulamentação e aceitação geral dos criptoativos.

Enquanto muitas moedas, como o Bitcoin, XRP, Ethereum e muitas outras, são rastreáveis e permitem que investigações descubram atividades ilegais, muitas outras ainda prejudicam um entendimento melhor sobre a legalidade das criptos.

Existe o conceito errôneo de que o Bitcoin pode ser usado para financiar crimes ou grupos terroristas e esse é um dos argumentos usados contra a aceitação da moeda. Casos como a da Farmacy41 não ajudam muito a desmitificar esse estigma sobre as criptos.

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