CVM proíbe fundos de investimento de trabalhar com criptomoedas

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A Comissão de Valores Mobiliários (), órgão que regula o mercado de ativos no , emitiu documento (leia na íntegra aqui) através do qual proíbe a compra de moedas virtuais por fundos de investimento. O ofício foi publicado nesta sexta-feira (12).

De acordo com a autarquia, criptomoedas não podem ser categorizadas como ativos financeiros; sendo assim, não é permitido adquiri-las diretamente através de fundos de investimento.

De acordo com Daniel Maeda, Superintendente de Relações com Investimentos Institucionais, ainda não se chegou a uma conclusão com relação à natureza jurídica e e econômica destas modalidades de investimento. O superintendente menciona, também, o projeto de lei nº 2.303/2015, o qual pretende criminalizar a operação com criptomoedas no país.

 

Suspeita de

A CVM informou que a Minerworld não tem autorização para oferecer investimentos no Brasil. A empresa foi, também, vítima de denúncia por parte da Comissão Nacional de Valores (), sediada no Paraguai, a qual traz à luz suspeitas de embuste e crimes contra a economia popular, conhecido como esquema (esquema de pirâmide). No presente momento, a denúncia foi encaminhada às autoridades policiais competentes do estado do Mato Grosso do Sul para investigação aprofundada sobre as inúmeras denúncias sofridas pela empresa.

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De acordo com Cícero Saad, suposto presidente da empresa (áudio aqui), a desenvolveu a Miner360, uma nova plataforma que tem como principal objetivo criar um plano de pagamentos para pagar aquilo que deve aos afiliados. No áudio, no entanto, não é informado de que forma isso seria feito. A Minercash (MCash), criptomoeda criada pela empresa, é utilizada como meio de pagamento a afiliados de acordo com determinados critérios internos no lugar de outras já consolidadas, como o bitcoin.