Conheça o ecossistema brasileiro da blockchain e das criptomoedas

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O Brasil está longe de ser um centro de inovação de blockchain, incentivado por políticos e reguladores. Porém, graças à iniciativa privada, existe um ecossistema muito promissor sendo desenvolvido.  Temos aproximadamente 40 atuantes, dezenas de canais de notícias, serviços, meios de pagamento, moedas, tokens, redes sociais e o dobro de investidores em , em relação à bolsa de valores.

A popularização e ascensão da e das criptomoedas está transformando os mercados financeiros em todo o mundo. Essa transformação força governantes, reguladores e legisladores a se posicionem em relação à essas tecnologias. A reação dos centrais e dos governos é diversa e tem como resultado, a criação de pólos de desenvolvimento mais ou menos avançados da .

Regulamentação da Blockchain No Mundo

Países como a República de Malta, estão se esforçando para transformar seu território em um centro de inovação e referência no desenvolvimento da tecnologia blockchain. Em 4 de julho de 2018, o parlamento maltês aprovou três projetos de lei para definir o marco regulatório e impulsionar a inovação em tecnologias semelhantes às blockchain. O governo espera que essas leis atraiam empresas financeiras estrangeiras para se estabelecerem no país.

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O apoio ao desenvolvimento da tecnologia blockchain também pode ser visto em países como Austrália, onde o Bitcoin e as criptomoedas são totalmente legais e não tem dupla tributação, República da Belarus, em que as criptomoedas foram legalizadas e as empresas do setor foram isentas de imposto até 2023 e muitos outros exemplos como Lituânia, Japão e Dubai.  Esses países escolheram políticas flexíveis para incentivar a blockchain e as criptomoedas, atraindo capital e iniciativas privadas para seus territórios.

Ao mesmo tempo, nações como Bolívia, Argélia, Vietnã, Catar e Equador adotaram uma posição extremamente dura em relação às criptomoedas. Alguns desses governos tomaram medidas drásticas, proibindo as moedas em seus territórios, sob sanções punitivos. Outros se tornaram apenas hostis, restringindo o uso das criptomoedas para fundos de investimento ou alguns tipos de negociações.

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fonte: https://blogs.thomsonreuters.com/answerson/wp-content/uploads/sites/3/2017/10/World-of-Cryptocurrencies-graphic.pdf

Há ainda aqueles lugares onde a regulamentação não tomou qualquer lado. Nesses países, as criptomoedas não são legais e muito menos ilegais. Algumas dessas nações estão progredindo em direção à legalidade para moeda virtual, mas

ainda existem algumas barreiras. Para saber mais sobre a regulamentação do bitcoin e das criptomoedas cada país, acesse bitcoinregulation.word.

Situação Brasileira

Infelizmente, o Brasil está longe de ser um país que pertence ao grupo do centro de inovação de blockchain. Nossos fundos de investimento foram proibidos de investir em criptomoedas e agora podem fazẽ-lo, apenas indiretamente. O alto custo da energia elétrica, torna a mineração extremamente cara e como consequência, temos um hash power insignificante. E governadores ainda pouco interessados na questão das criptomoedas.

Naturalmente, muitas das inovações decorrentes do desenvolvimento de criptomoedas e blockchain dependem de quão longe os reguladores estão dispostos a permitir que a tecnologia se espalhe. Porém, o esforço das iniciativas individuais não deve ser desprezado. O Brasil tem o dobro de investidores por cpf nas criptomoedas do que na bolsa de valores e um número crescente de empresas atuando em diversas áreas do ecossistema das criptomoedas.

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Temos aproximadamente 40 exchanges atuantes, dezenas de canais de notícias, serviços, meios de pagamento, moedas, tokens, redes sociais e algumas pools de mineração atuando no território brasileiro. Conhecer o ecossistema da blockchain e das criptomoedas e utilizar dessas iniciativas é uma ótima forma de incentivar o ecossistema nacional.

O Mapa das Blocktech é uma iniciativa bem interessante que está mapeando, a partir de uma série de critérios, os empreendimentos sérios que estão sendo realizados no território brasileiro. É animador conhecer tantas iniciativas.