China quer proibir a mineração de Bitcoin – Como isso influencia o mercado?

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A China é uma das maiores potências econômicas do mundo, não é de surpreender que ela tem uma forte influência também no criptomercado. Por um tempo, a China foi a maior “produtora” de Bitcoin do mundo, com a maior concentração de pools de mineração o mundo. Com o tempo e com a pressão governamental, muitas empresas abandonaram o país. Ainda assim, muitos permaneceram por lá aproveitando do incentivo de governos locais.

Porém, agora o governo aparenta estar preparado para aumentar ainda mais essa pressão, sugerindo uma proibição total da mineração de bitcoin na China. De acordo com diversas reportagens, incluindo a do New York Times, relatam que o governo Chinês acrescentou a mineração do Bitcoin em uma lista de atividades que eles pretendem “eliminar”.

A Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional, a entidade econômica mais importante do governo, acrescentou nessa semana a mineração de criptomoedas em uma lista de 450 industrias que eles querem eliminar. Caso a lista seja aprovada, os governos locais dentro da China serão proibidos de oferecer qualquer subsídio ou apoiar a mineração de criptomoedas. Com a falta desses incentivos, a mineração está virtualmente acabada no país.

A Comissão não propôs nenhuma data específica para o suposto fim da mineração de Bitcoin, o que pode sugerir que, se aprovada, o fim seria imediatamente. A lista está aberta até o dia 7 de maio para comentários públicos. Infelizmente, considerando a natureza do governo Chinês, dificilmente a opinião pública será realmente ouvida.

Mas independente disso, será que a proibição da mineração de Bitcoin na China tem influências negativas para o criptomercado?

Como a proibição da mineração de Bitcoin pode influenciar o mercado

À primeira vista, temos a impressão de que essa proibição do governo Chinês pode trazer efeitos negativos para o setor. Porém, muitos acreditam que o criptomercado e a tecnologia de blockchain como um todo vai se beneficiar, caso a lista seja aprovada e os subsídios para mineração cortados.

Recentemente, um relatório apontou que das 6 maiores pools de mineração do mundo, 5 eram chinesas, demonstrando sinais de centralização em relação ao rashrate, afinal, muitas dessas 5 pools eram diretamente ou indiretamente ligadas ao Bitmain. Segundo algumas opiniões em relação a tal proibição, a nova ação do governo pode acabar melhorando a descentralização da rede.

Yu Mei, ex-executivo da Bitmain, disse ao New York Times que a proibição pode beneficiar a indústria à longo prazo. Yu é dono de mineradoras em Xianjiang e Yunnan.

“Isso quer dizer que mais mineradores vão sair do país. Isso será bom para a descentralização das criptomoedas”.

Já outros especialistas disseram que o efeito da proibição pode influenciar a estrutura global da rede d uma forma negativa. Matt Hawkins, CEO da Cudo Minder, foi citado pelo The Independent dizendo:

“Se as autoridades locais começarem a atacar mineradoras, isso pode ter um impacto substância na infraestrutura global do Bitcoin. As pessoas vivem falando do risco de ataques de 51%, mas o problema em acumular tanto hash centralizado em áreas como a China é que – se as mineradoras forem desligadas- a performance da rede do Bitcoin será prejudicada.”

A preocupação de Hawkins é válida, com menos mineradoras, o tempo para confirmação de transações pode aumentar consideravelmente, assim como as taxas. Porém, alguns especialistas dizem que o fim das operações na China não vai diminuir o hashpower do Bitcoin no final das contas, considerando que grandes mineradoras, como a Bitmain e Bitcoin.com, provavelmente vão instalar suas máquinas nos países asiáticos.

Além disso, outras das principais mineradoras, como SlushPool e BitFury, já estão fora da China.

E o preço do Bitcoin?

O preço do Bitcoin também pode ser influenciado por essa proibição, porém, Mati Greenspan, analista sênior da eToro, disse que a movimentação não será necessariamente negativa.

“Se essa proibição acabar acontecendo, é mais provável que o preço do BTC suba ao invés de cair. A perda da eletricidade chinesa de baixo custo elevaria o custo de mineração, o que seria positivo para o preço da rede. Isso também eliminaria o FUD sobre a centralização do Bitcoin.

Já outros especuladores começaram a apontar para o XRP como um possível novo “rei do mercado”. Considerando que a moeda não é minerável e é considerada a mais ecológica entre todas as opções, caso a proibição chinesa seja realizada, o XRP é realmente um grande concorrente a ultrapassar o Ethereum e o BTC como maior moeda do mercado.

Claro, isso é especulação por parte de alguns analistas com um sentimento positivo em relação à criptomoeda a Ripple.

Por enquanto, nos resta esperar para saber se a proibição será realmente realizada e quais impactos (positivos ou negativos) ela vai trazer para o criptomercado.

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