China reverte proibição de criptomoedas e agora quer dominá-la

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palavra china escrita sobre o desenho do país chinês

O regime chinês reverteu uma proibição de dois anos para as criptomoedas e agora quer dominar a tecnologia blockchain para melhorar o rastreamento de seus próprios cidadãos.

De acordo com o portal de notícias estatal Xinhua, o professor da Universidade de Zhejiang, Chen Chun, explicou ao líder chinês Xi Jinping e ao Bureau Político do Partido Comunista da China em 24 de outubro que “a aplicação da tecnologia blockchain desempenha um papel importante na nova inovação tecnológica e transformação industrial”.

Xi disse aos membros do seu partido no dia seguinte que a China deve ” aproveitar a oportunidade ” para que a blockchain desempenhe “um papel importante na próxima rodada de transformações tecnológicas em áreas como financiamento de negócios, transporte de massa e diminuição da pobreza.

De acordo com a Enodo Economics, o primeiro ministro da China declarou que o país deve acelerar a emissão de sua própria moeda digital para vencer o lançamento da Libra, do Facebook, com base nos EUA, a fim de abrir uma nova frente competitiva em sua crescente rivalidade da “guerra tecnológica” com os Estados Unidos.

Vale lembrar que em 2017, o Banco Popular da China (PBOC) renovou seus esforços para regular as exchanges de Bitcoin da China. Zhou Xuedong, Diretor do Departamento de Gestão de Negócios do Banco, que realizou inspeções nas exchanges, delineou algumas novas regras que as exchanges devem seguir.

A iniciativa do PBOC foi uma tentativa de acabar com as ofertas iniciais de moedas, em um esforço para evitar bolhas de investimento arriscadas. Mas fontes bancárias digitais contatadas pelo Epoch Times afirmaram que as autoridades chinesas queriam na verdade impedir que o Bitcoin e outras moedas digitais fossem utilizadas na fuga de capitais do continente e de Hong Kong.

Mesmo com toda a intenção do PBOC de “acabar” com as criptomoedas em 2017. A China continuou sendo um dos principais centros das maiores fazendas de mineração de criptomoedas do mundo que buscam no país o acesso a eletricidade barata nas regiões Xinjiang e Mongólia Interior, ricas em carvão.

A mudança da visão do Partido Comunista Chinês em relação as criptomoedas está sendo atribuída a Chen Chun, professor da Universidade de Zhejiang e presidente da Hangzhou Qulian Technology Co., que detém cerca de metade das ações de uma empresa de soluções blockchain.

Chun procurou eliminar a desinformação das autoridades chinesas de que o maior atributo do Bitcoin e de outras moedas digitais é oferecer privacidade e qualidades incontroláveis, que apenas favorece a lavagem de dinheiro e a fuga de capital, semelhante a de uma “conta bancária suíça”.

Apesar da reputação popular do Bitcoin como anônimo, todas as transações estão sempre ligadas a um endereço fixo de “carteira”, fornecendo aos governos um meio quase perfeito de rastrear a atividade financeira individual e comercial.

Essa mudança deu início a um enorme aumento especulativo em ações de empresas chinesas relacionadas a blockchain que culminou com um discurso em 5 de novembro pelo CEO Digital Galaxy Mike Novogratz no Outlook Investimento Reuters global Summit 2020, em Nova York. Novogratz afirmou que o primeiro ministro chinês Xi Jinping”apenas credenciou as criptomoedas e a blockchain”.

O frenesi do mercado de ações da China esfriou em 6 de novembro depois que o People’s Daily alertou sobre a necessidade de evitar comportamentos especulativos no setor blockchain. A Hangzhou Qulian Technology divulgou mais tarde naquele dia um registro de valores mobiliários de que o investimento em criptomoeda não afetará “os ganhos de curto prazo, já que a blockchain ainda está em seus estágios iniciais”.

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