BitTorrent e Bitcoin

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Em abril de 2001, um programador americano chamado Bram Cohen lançou um desenho de um protocolo chamado de . O protocolo foi feito para possibilitar um sistema de compartilhamento de arquivos de pessoa para pessoa (p2p).

Cohen era um programador que tinha sido introduzido aos computadores quando ainda muito jovem por seu pai. É relatado que ele demonstrou um vislumbre profundo bem como um forte interesse em programação de computador desde sua infância.

“Na primeira série, ele abismou seus coleguinhas comparando o computador pessoal Comodoro 64 com o Timex Sinclair, e ele já programava ativamente aos dez anos de idade”.

Seguidamente a sua graduação no segundo grau, Cohem foi aceito na Universidade do Estado de Nova Iorque. Ele deu início a seus estudos, mas saiu em 1995 depois de dois anos dizendo que ali havia um material chato e não desafiador.

Uma vez fora da universidade, Cohen entrou e saiu de várias empresas, que estavam explorando novos usos para a internet, por cerca de cinco anos. Ele eventualmente trabalhou na MojoNation em 2001. MojoNation foi um projeto que estava tentando designar um sistema através do qual os usuários poderiam compartilhar arquivos criptografados entre si.

“MojoNation permitiu às pessoas quebrar arquivo confidenciais em pedaços criptografados e distribuir esses pedaços em computadores rodando o software. Se alguém quisesse fazer o download de um arquivo criptografado, ele teria que fazer o download simultâneo de vários computadores”.

Ao passo que a MojoNation falhou, ela introduziu Cohen no espaço do compartilhamento de arquivos onde ele decidiu criar um protocolo melhor. Cohen deixou o projeto para trabalhar em seu próprio protocolo de compartilhamento, que ele lançou no mesmo mês de abril de 2001.

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Como funciona

O BitTorrent é um protocolo de compartilhamento de arquivos de pessoa a pessoa. Ele difere de seus predecessores naquilo que permite que os usuários acessem um arquivo a partir de diferentes fontes. Essa distinção é o que capacita usuários a fazer o download de um arquivo de fora muito mais rápida. Usando o protocolo, é possível mover substanciais quantidades de dados bem como outros arquivos como música e filmes através da internet. O protocolo também envolve um número de fatores.

O primeiro deles é o do enxame. Essa característica é a comunidade de máquinas que estão fazendo o download ou upload de conteúdo. O próximo elemento do protocolo de BitTorrent é o traçador. Ele é uma ferramenta dedicada que funciona similarmente a uma ferramenta de busca. Contudo, ela mantém um registro dos arquivos contidos no enxame e permite ais usuários a ver como a rapidamente acessar qualquer arquivo que desejar.

Para ter acesso ao enxame e ao traçador, alguém primeiro deve baixar um cliente Torrent. Uma vez que ele estiver instalado no computador, é possível encontrar e baixar arquivos. É importante notar que nem o cliente do BitTorrent nem o traçador mantêm os dados. Ao invés disso, eles apenas proveem a infraestrutura necessária através da qual os arquivos podem ser achados.

Além do mais, o protocolo tem uma caraterística interna que incentiva os usuários a participar da comunidade com compartilhadores, referidos como “semeadores” em contraponto a serem somente baixadores, referidos como “colhedores”.

Esses semeadores experimentarão velocidades mais rápidas ao usar a rede ao passo que os colhedores também serão capazes de baixar os arquivos em velocidades mais baixas quando comparados ao resto da rede.

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Quando o protocolo foi inicialmente lançado em 2001, ele ganhou tração mínima. Contudo, por volta de 2004, Cohen tinha formado uma empresa junto com seu irmão Ross Cohen e Ashwin Navin, que colocou o nome de BitTorrent no protocolo.

Cohen acreditava que era imperativo criar tal ferramenta de busca para que o protocolo atingisse amplo uso. Seguindo a criação da ferramenta de busca, o BitTorrent se tornou imensamente popular e ganhou o título de “o sistema de compartilhamento de pessoa a pessoa mais disseminado do mundo”.

As similaridades entre o BitTorrent e o

O BitTorrent e o Bitcoin compartilham algumas poucas características em comum. Primeiro, ambos os protocolos operam numa base p2p. Enquanto isso possa ser dito do bitcoin e de outras palataformas p2p tais quais a MojoNation, o Bitcoin se destaca pela forma como os arquivos são distribuídos.

Como no caso da planilha do Bitcoin, os arquivos no BitTorrent são espalhados e não vêm de uma única fonte. Dentro do protocolo do BitTorrent, essa característica serve para aumentar as velocidades de download, enquanto na rede do bitcoin isso serve como característica de segurança.

Em segundo lugar, tanto o bitcoin como o BitTorrent foram inicialmente lançados em bases de código-aberto. Satoshi Nakamoto, o pseudônimo do criador do bitcoin, tornou o código visível a todos. Ele também incluiu um detalhado artigo explicando o software. Similarmente, Cohen inicialmente lançou o bitcoin como código-aberto. Contudo esse foi o caso somente até a versão 5.30 do protocolo, depois do qual ele foi renomeado e se tornou um software de código fechado.

Em terceiro lugar, tanto o bicoin como o BitTorrent têm sido associados à atividade criminal. Os críticos do BitTorrent acreditam que o protocolo é usado para violar as leis de copyright. O criticismo é justificado no fato de que usuários conseguem acessar arquivos como músicas e filmes pelos quais eles não pagaram. Um dos traçadores mais famosos, o “pirate bay” foi envolvido num processo judicial que resultou em multas e cadeia para os donos da plataforma.

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Comparativamente, o bitcoin tem há muito sido usado como ferramenta para criminosos. Por ter sido usado para pagar por bens e serviços em mercados da deep web, muitos críticos da moeda digital amam liga-lo à atividade criminal.

Por fim, ambos os protocolos requerem a internet para funcionar. Usuários de ambos os protocolos podem enviar dados somente quando conectados à internet.

Interações recentes com o espaço das

Cohen anunciou sua saída da empresa BitTorrent no começo de 2017 a fim de criar uma criptomoeda que ele acredita funcionar como uma versão mais energeticamente eficiente do que o bitcoin. O mecanismo de consenso proposto é nomeado como “prova de espaço” e é resumido em um whitepaper (Beyond Time-Memory Trade-Offs with Applications to Proof of Space).

A moeda digital é chamada Chia e ainda está em desenvolvimento. Seu lançamento está agendado para a metade de 2018. À luz da experiência de Cohen no espaço de compartilhamento de arquivos, esse projeto de criptomoeda poderia ser um ao qual vale a pena estar atento em 2018.

Fonte: beat.10ztalk.com/

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