Atlas define estratégia para pagar clientes com saques travados

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O criptomercado nacional e internacional está sempre em constante mudança. Isso quer dizer que a cada novo dia alguma coisa acontece. Infelizmente, o criptomercado brasileiro não está em um bom momento.

Empresas que antes era consideradas as principais alavancadoras da tecnologia de blockchain e criptomoedas no Brasil, estão entrando em período de desconfiança. No meio dessa movimentação no mercado nacional está a Atlas Quantum.

Em agosto de 2019, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) proibiu a Atlas de oferecer seus serviços para o público. Na época, a empresa disse que, apesar de não poder captar novos clientes, continuaria funcionando normalmente. Porém, semanas depois houve trocas nas regras para saques de criptomoedas, com o D+ sempre aumentando

Até o momento, os saques dos clientes estão agarrados. Mesmo com a Atlas anunciando a compra de outra empresa do ramo, a AnubisTrade. Essa compra desagradou uma grande parte da comunidade, que questionou como uma empresa “sem dinheiro para os saques dos clientes”, pode fazer uma compra deste tamanho.

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Recentemente, como informado pelo InfoMoney, a empresa afirmou que a partir do dia 21 de outubro iria liberar os saques dos clientes, mas apenas em reais. Novamente uma decisão que levantou uma série de dúvidas e questionamento dos clientes.

O problema desta estratégia, que foi divulgada em uma live do CEO da Atlas, Rodrigo Marques, conta com um sistema no mínimo insustentável. Basicamente, os clientes antigos só receberão seus saques se novos clientes “entrarem na plataforma.”

Segundo o plano traçado pelo empresário na live, vai ser criada uma plataforma que funcionará como uma exchange. Nessa plataforma, o depósito de novos clientes será usado para pagar os saques dos antigos.

Como explicou o Portal do Bitcoin, na prática será aberto um book de ofertas onde os clientes com bitcoins presos dentro da plataforma poderão vendê-los. Os saques serão feitos somente em reais, visto que os ativos comercializados são os que estão presos nas exchanges. Esses bitcoins presos na plataforma estão sendo chamados de “BitAtlas” pela comunidade.

Outro ponto que foi levantado nos grupos de discussões sobre criptomoedas no Brasil é quem estará fazendo essas compras. Alguns questionam que, “quem vai arriscar comprar os Bitcoins em uma plataforma que ainda não provou que realmente tem os ativos digitais?”

Como dissemos no começo do texto, estamos em um ciclo complicado no mercado brasileiro. É um momento que está criando desconfiança nas criptomoedas e até alienando novos possíveis investidores que estariam interessados em ingressar no setor.

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