As criptomoedas precisam das mulheres

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As e a blockchain precisam das mulheres, caso elas queriam se estabelecer no mainstream.  Aqui estão alguns exemplos do benefício da entrada de mulheres nas criptomoedas e como aumentar essa participação. 

A tecnologia blockchain está sendo usada para resolver inúmeros problemas sociais, do acesso ao sistema financeiro à problemas ambientais e tem mostrado o enorme potencial da tecnologia para ajudar na construção de uma sociedade mais igualitária, resistente a censura e sem intermediários corruptos. Porém, apesar de toda essa disrupção social, a equidade de ainda é muito baixa.

De acordo com a coin.dance, o nível de engajamento das mulheres no ecossistema das criptomoedas é de apenas 8,78%. E de acordo com o bitcoin.com, apenas 8,5% dos trades de criptomoedas são mulheres. Esses dados podem ser facilmente constatados em qualquer evento de criptomoedas, em que a maioria dos palestrantes e participantes são sempre homens.

A verdade, no entanto, é que o ecossistema das e da blockchain precisa de mulheres.O crescimento, amadurecimento e consolidação das criptomoedas como uma forma de transacionar no dia-a-dia, depende da participação feminina. Sem mulheres, o potencial da blockchain pode ter dificuldades em florescer.

Buscamos mostrar aqui alguns benefícios da entrada de mulheres nas criptomoedas e como aumentar a participação das mulheres nesse ecossistema.

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Estabilidade

Um estudo realizado pela City.A.M mostrou que as mulheres são menos suscetíveis ao FOMO do que os homens. O motivo parece ser a estratégia e estudo dessas mulheres, que são investidoras mais qualificadas . Sue Noffke, editora chefe do Financial Times e gerente de um dos maiores fundos de investimento do Reino Unido, realizou uma reflexão sobre o número de mulheres nos fundos de investimento, para a autora, o problema pode estar na falta de confiança. 

“Eu não acho que os homens são mais educados para tomar esses tipos de decisões – raramente entendem completamente o que estão fazendo. A diferença é que as mulheres querem entender, mas se atolam no jargão.”

O aumento das mulheres no ecossistema pode ser proporcional ao amadurecimento do próprio , com a entrada de investidoras qualificadas, atentas aos riscos e benefícios do . Como consequência, teremos um mais estável e menos suscetíveis aos FOMOs e FUDs.

Construção de Comunidades

As criptomoedas são essencialmente construídas por comunidades. Sem elas, é praticamente impossível que um projeto, por melhor que seja, vá para frente. Durante os primeiros estágios do desenvolvimento de um projeto de criptomoedas, os desenvolvedores lançam bounties e outras formas de recompensas, exatamente para conseguir criar uma comunidade em torno do projeto. Se elas forem bem sucedidas, o projeto terá defensores, divulgadores e investidores.

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O engajamento de mulheres nos projetos de criptomoedas, é um fato indispensável para construção de comunidades fortes que atraiam atenção para os projetos, para o seu desenvolvimento e um capital humano capaz de criar conexões e consolidar as criptomoedas no mainstream.

Sem mulheres, não há crescimento.

No Brasil, já existem mais que o o dobro de investidores em criptomoedas, do que na bolsa de valores. Se as mulheres representam metade da população humana, mas não chegam nem a 10% do capital humano que está investindo em criptomoedas, superar essa barreira é imprescindível para elevar o número de investidores à um patamar incrível. Qualquer projeto que busque a adoção em massa terá que atrair as mulheres e seus capitais.

Como qualquer coisa, o equilíbrio é frequentemente a melhor abordagem. Trazer mais mulheres para o ecossistema das criptomoedas equilibrará a proporção de gêneros, dando ao ecossistema, um impulso fortíssimo para seu rápido crescimento.

Como trazer mulheres para esse ecossistema?

A boa notícia é que este cenário parece estar mudando, um estudo realizado pela London Block Exchange mostrou que desde o começo do ano, dobrou o número de mulheres que estão considerando investir em criptomoedas.

Mesmo que as criptomoedas sejam atualmente dominada por homens, existem mulheres à frente de grandes projetos de criptomoedas. Joyce Kim, co-fundadora da Stellar, Elizabeth Stark, da Lightning Labs e Amber Baldet, ex líder de desenvolvimento de blockchain da JPMorgan, são alguns dos nomes que estão mostrando que as criptomoedas não são apenas para homens.

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Mas como podemos acelerar esse processo? Para Maria Prusakova, co-fundadora do Crypto PR Lab, a melhor maneira de fazer isso é com educação.

“Assim como organizações como a Code.org têm como objetivo ensinar ciência da computação a alunos do ensino médio, as criptomoedas devem, eventualmente, ser parte integrante do currículo de todas as escolas. Comunidades como Girls Who Code e CodingFTW  podem trazer mais consciência para este espaço – em última análise, tornando-se uma indústria que não apenas tem mais mulheres, mas também é amiga da mulher. ”, diz a ex-atleta olímpica.

No Brasil, temos duas iniciativas voltadas para o incentivo à adesão de mulheres no espaço das criptomoedas. O “Women in Blockchain“, uma iniciativa global, mas com forte atuação no Brasil. E o “Mulheres Falam sobre Bitcoin“, um projeto brasileiro que busca incentivar a presença de mulheres no ecossistema, com conversas, workshops e apresentações realizadas por mulheres e para mulheres.