A Blockchain é perfeita para os serviços governamentais!

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À medida em que os serviços governamentais são alguns dos mais óbvios e imediatos para a aplicação para a tecnologia da , não é surpresa que governos progressistas já estejam trabalhando em algumas iniciativas.

Ainda na primeira metade de 2016, já haviam governos dando voz a planos a respeito da tecnologia.

De fato, uma breve revisão dos projetos nos mostra o quanto a ideia de que a blockchain poderia mudar os serviços governamentais já está espalhada pelo mundo:

Delaware

No Estado de Delaware, um local onde a maioria das novas companhias provavelmente irá se estabelecer, o governador Jack Markell anunciou duas iniciativas baseadas em Blockchain. Como detalhado pelo governador, o primeiro esforço é focado em mover os arquivos do Estado para uma estrutura aberta e distribuída, e o segundo permite que qualquer companhia que se estabeleça no Estado mantenha um registro de capital e direitos dos acionistas em uma blockchain.

Markell disse que Delaware está aberta para “negócios baseados em blockchain”, e esperançosamente continuará a fazer progressos em materializar esses avanços.

Singapura

Do outro lado do mundo está Singapura, seu se inclinou à blockchain por razões diferentes.

Lá, a cidade-estado está tentando prevenir que negociantes venham a fraudar os bancos, em função de um incidente no qual uma fraude na China deu um prejuízo de quase 200 milhões de dólares. Companhias fraudulentas duplicaram faturas para os mesmos bens e conseguiram milhões de dólares, então o governo de Singapura se focou em prevenir esse tipo de fraude usando uma blockchain para criar um hash criptográfico único para cada fatura.

Os bancos compartilham essa chave única, ao invés dos dados brutos. Se outro banco tenta registrar uma fatura com os mesmos detalhes o sistema dá o alerta.

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Estônia

De longe um dos países mais progressistas em termos digitais, a Estônia tem estabelecido um programa de residência eletrônica (e-residência) no qual qualquer pessoa no mundo pode aplicar para se tornar um e-residente da Estônia.

Em troca disso, o residente recebe uma identidade digital com uma chave criptográfica para assinar seus documentos digitais, eliminando a necessidade de assinaturas manuais com canetas em papeis oficiais do governo.

Um e-residente pode também abrir conta bancária usando o sistema eletrônico de e-banco, abrir uma empresa estoniana usando o sistema online do país e usar seus e-serviços. Com a blockchain, a Estônia está trazendo residentes virtuais e ganhando novas avenidas de acesso online consequentemente.

A Estônia também tem uma iniciativa de saúde onde os registros médicos são rastreados, e como paciente, você sabe quem viu seus registros e quando. Isso coloca você em controle de seus próprios dados, e você tem a transparência dos dados médicos que você está obtendo.

Geórgia, Gana e Suécia

Outra área emergente de foco é em registros de terras governamentais.

A república da Geórgia, por exemplo, está desenvolvendo um projeto de blockchain focado nesse objetivo encabeçada por sua agência pública de registros. Eles querem mostrar que a Geórgia está livre de corrupção, é moderna e transparente.

Outra aplicação de registro de terra tomando forma é em Gana, na África, onde eles estão implementando em 28 comunidades formas de registrar propriedades.

Novamente, o elemento principal é criar uma percepção contrária à ideia de que o país mantém práticas corruptas, e essa iniciativa é usada para atrair investidores internacionais.

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A Suécia está planejando colocar o real estado das transações na blockchain com todas as partes envolvidas (bancos, governos, compradores, vendedores) de forma que sejam capazes de traçar o progresso de uma transação uma vez que ela for completada. Isso permitirá confirmação instantânea de transações válidas com os máximos níveis de segurança e integridade.

Reino Unido

O Reino Unido está explorando o uso da blockchain para gerenciar a distribuição de subvenções. Monitorando e controlando o uso de subvenções é um assunto incrivelmente complexo e sujeito a fraudes em potencial. Uma blockchain acessível a todas as partes envolvidas é a melhor forma de resolver esse problema.

Áreas de atividade

Se nosso governo (em qualquer nível: federal, estadual ou municipal) não está pensando sobre a tecnologia da blockchain, então ele deveria estar.

Há amplo espaço para inovações, especialmente em cidades pequenas e municípios, pois eles são perfeitos pontos de partida.

Dado o estágio inicial dessa tecnologia, é muito mais fácil implementar soluções em escalas menores primeiro, em jurisdições que tem até no máximo 300 mil habitantes, ao invés de grandes cidades com milhões de habitantes.

Como entidade governamental, o que você poderia fazer usando blockchain?

Genericamente, temos quatro áreas de atividade:

  1. Verificação: Licenças, arquivos, transações, processos ou eventos. Esse evento aconteceu? Qual foi o preço desse equipamento? Essa pessoa tem a permissão para atuar?
  2. Movimento de ativos: Transferir dinheiro de uma pessoa/entidade para outra. Possibilitar pagamentos diretos uma vez que um trabalho tenha sido corretamente realizado.
  3. Propriedades: Registro de terrar, títulos de propriedade e qualquer tipo de coisa que pertença ao estado. A blockchain é a forma perfeita de guardar a cadeia de proprietários de qualquer bem físico.
  4. Identidade: Governos deveriam usar a blockchain para gerar e-identidades a seus cidadãos, capacitando-os a assegurar serviços como o voto. Uma e-identidade pode se tornar algo como um passaporte, permitindo ao seu possuidor ter acesso a uma variedade de serviços e direitos.
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Próximos passos

Mas, como chegaremos lá? E quais ações podem os governos tomar?

Os líderes do governo deveriam:

1- Primeiramente entender a blockchain e se comprometendo a explorar seu potencial

2- Pessoas devem ser colocadas sob a responsabilidade de desenvolver uma estratégia em torno da blockchain. Talvez existam empregados que já estejam explorando essa tecnologia, e eles precisam avançar e ganhar legitimidade com novos projetos.

3- Começar a experimentar a tecnologia da blockchain através de provas de conceito e pequenos projetos que não possam causar nenhum mal.

4- Desenvolver ideias novas e mais progressistas que sejam crescentemente ambiciosas e toquem a vida das pessoas que estão servindo.

5- Fazer a diferença. Se comprometer a introduzir soluções baseadas em blockchain em suas agendas, que cortem gastos e venham a prover serviços melhores e mais rápidos aos seus cidadãos.

Vamos esperar que o setor público em todo o mundo comece a colocar a blockchain em sua agenda. Talvez, então, possamos ver uma diferença significativa em como os serviços dos governos são prestados.

(William Mougayar)
Fonte: coindesk.com

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