Afinal de contas, quem dá as cartas no mercado do Bitcoin?

Todos sabem que o é uma criptomoeda global e que diariamente milhares de pessoas de todos os continentes a utilizam para as mais variadas finalidades. O que muitos não sabem é onde estão concentrados os usuários dessa tecnologia ou em qual país o é mais comercializado atualmente. Pois bem, o Guia do preparou uma pesquisa que vai te ajudar a esclarecer a questão.

Sem entrar no mérito ideológico sobre o que agrega valor intrínseco ao projeto, neste artigo trataremos da moeda meramente sob a ótica de um “bem digital”, que está sujeito às regras comuns de comércio.

Neste contexto, o preço de um bem digital (ou material) é controlado, primordialmente, por dois fatores: oferta e demanda. Quanto menor for a oferta e maior for a demanda, mais valioso um bem se torna. No que diz respeito à oferta, o do Bitcoin limita a sua criação em apenas 21 milhões de unidades, então o Bitcoin dispõe de escassez previamente anunciada, que manterá sua oferta sobre controle, no entanto a escassez de oferta de nada adiantaria para agregar valor de comércio à moeda, se ao mesmo tempo não houvesse demanda proporcional por ela.

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Felizmente, por motivos diversos, desde a criação do Bitcoin, temos acompanhado vigoroso aumento no número de pessoas dispostas a investir nessa tecnologia, o que tem acarretado deflação em seu preço, em relação às moedas governamentais emitidas pelos bancos centrais. Mas você sabe quem, atualmente, comercializa mais ? E em qual proporção?

Muitos pensam que os americanos estão na liderança quanto à comercialização dos Bitcoins, mas estão enganados, fato é que eles estão longe de ocupar esta posição. Na verdade a grande massa de ’s atualmente comercializada, provém da China, as quatro grandes casas de câmbio chinesas (OKCoin, Huobi, BTCChina e LakeBTC) atualmente são responsáveis por mais de 93% do volume de ’s comercializados no planeta.

Para se ter uma idéia da força do mercado chinês no setor, a exchange chinesa OKcoin registrou volume [BTC] superior à 140M, comercializados em Yuan Chinês (CNY), no período de 31/03/2016 à 31/08/2016, abocanhando o 1° lugar no ranking global (51,75% de “market share”), em segundo lugar veio a também chinesa, Huobi, que no mesmo período, registrou volume [BTC] de 105M, comercializados em Yuan Chinês, (36,85% de “market share”). Por outro lado, as casas de câmbio que comercializam Bitcoins em USD, no mesmo período, registraram volumes relativamente modestos se comparados aos de suas concorrentes chinesas, a exchange Bitfinex, foi a que apresentou melhor resultado e registrou volume [BTC] de 3.61M, mesmo assim, nem de longe se compara aos números do mercado chinês, de acordo com o banco de dados do site https://data.bitcoinity.orgbtc-todas

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A lista completa de volumes [BTC] das principais casas de câmbio do mercado você pode conferir no link: https://data.bitcoinity.org/markets/volume/6m?c=e&r=month&t=a

Traduzidos para valores em moedas correntes nacionais, os índices de volumes do mercado chinês se tornam ainda mais impressionantes, no mês de outubro deste ano, a quantia total de Yuan chinês movimentados pelas exchanges da China ultrapassou ¥ 181G, o que convertido em dólares americanos, seria aproximadamente $ 26,6 bilhões movimentados em um único mês. No mesmo mês de outubro, o volume em dólares americanos movimentados em casas de câmbio de Bitcoin alcançou apenas $ 557M. Já a quantidade movimentada de Euros movimentados em casas de câmbio de Bitcoin é ainda menor, apenas € 98,9M ou $ 108,6M de dólares, de acordo com o site https://data.bitcoinity.org

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O Bitcoin é uma tecnologia inovadora e promissora, possui imenso potencial a ser explorado, no entanto, por ser revolucionário e confrontar velhos paradigmas, é vitima de desconfiança e rejeição por parte de setores mais conservadores da sociedade. Algumas culturas demonstram maior aceitação a essa tecnologia, por isso, se você é um entusiasta do Bitcoin ou investidor do ramo, deve saber exatamente em que terreno está pisando e ficar sempre de olhos voltados para as novidades da China, mercado que mais cresce no planeta dentro e fora da esfera do Bitcoin

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